Parceria estratégica busca ampliar a inserção do Brasil no mercado aeroespacial internacional e impulsionar o desenvolvimento das atividades espaciais no País
Por Tenente Wanessa Liz / CECOMSAER
A For´ça Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a ALADA assinaram, nesta quarta-feira (28/05), em Brasília (DF), um contrato de parceria estratégica voltado à exploração comercial dos Centros de Lançamento do Comando da Aeronáutica. A cerimônia contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, além de Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutica. A assinatura do acordo foi realizada pelo Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, e pelo Diretor-Presidente da ALADA, Sergio Roberto de Almeida.
O acordo viabiliza a atuação da ALADA na comercialização das estruturas espaciais brasileiras, com suporte das capacidades técnicas disponibilizadas pelo DCTA, impulsionando o desenvolvimento das atividades espaciais no país. A iniciativa busca fortalecer o setor espacial brasileiro, atrair operadores espaciais internacionais e ampliar a presença do Brasil no cenário aeroespacial mundial. Para o Diretor-Presidente da ALADA, Sergio Roberto de Almeida, o contrato representa a concretização de um projeto concebido desde a criação da empresa.
“Esse contrato é a materialização de um processo que nasceu com a própria ALADA, que era a ideia de poder explorar economicamente os centros de lançamento. Finalmente, esse é o instrumento que temos para assinatura de contratos com empresas interessadas. Esse foi o fato gerador da criação da empresa. O objetivo básico é poder, efetivamente, explorar economicamente nosso centro de lançamento, viabilizando que ele possa se tornar cada vez mais operacional, com menos gastos de recursos do orçamento da União e da Força Aérea”, destacou.
Ao comentar os impactos do acordo no cenário internacional, o Presidente ressaltou que a iniciativa amplia a capacidade do Brasil de negociar com operadores estrangeiros. “Hoje nós temos a ALADA, sendo esse facilitador, que permite que os contratos sejam realizados com empresas e elas possam vir lançar no Brasil”, disse, o Diretor-Presidente da ALADA.
Ainda de acordo com o documento, o contrato preserva as atribuições da Agência Espacial Brasileira (AEB) e a soberania do Comando da Aeronáutica, sendo considerado um passo estratégico para modernizar a infraestrutura espacial nacional e fortalecer o futuro do Programa Espacial Brasileiro.
O Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, classificou o momento como histórico para o setor espacial brasileiro.
“É um marco histórico. Depois de tanta luta para a concretização da empresa ALADA, a gente poder celebrar esse primeiro contrato no sentido de alavancar a origem da empresa, que é a exploração, por empresas civis, dos nossos dois centros de lançamento, de Alcântara e da Barreira do Inferno”, afirmou o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Bellintani.
O Oficial-General também destacou o potencial estratégico do Brasil no mercado aeroespacial internacional. “O Brasil tem que aproveitar essa janela de oportunidade, mostrando todo o seu potencial logístico e as facilidades de localização dos nossos centros de lançamento. Muitas iniciativas ocorrem mundo afora e o Brasil tem que aproveitar essa oportunidade”, concluiu.
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ALADA
A criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil, a ALADA, como entidade pública, representou um passo decisivo para a inserção do Brasil no mercado espacial global. Com a missão de estruturar, impulsionar e gerir a prestação de serviços nacionais relacionados ao segmento espacial, sua instituição fortalece o Programa Espacial Brasileiro (PEB).
A ALADA vai promover a capacidade técnica já existente no país de maneira atrativa às empresas privadas nacionais e internacionais, conectar a infraestrutura de lançamento da União – o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte – às demandas do mercado. Como resultado, a entidade espera ampliar oportunidades de investimento no setor, fomentar o desenvolvimento tecnológico brasileiro, impulsionar a base industrial do segmento e gerar oportunidades de emprego e renda.
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