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27 de Fevereiro, 2018 - 08:55 ( Brasília )

O mundo sem motoristas: saiba qual a diferença entre autonomia de nível 2 e de nível 5?


Os carros autônomos já não são mais ficção científica. Atualmente, você já pode comprar um carro que se autodirige por horas durante o horário de pico, em rodovias e em estacionamentos. Porém, para ter um carro que pode fazer o mesmo trabalho que um motorista, você terá de esperar alguns anos.

A revolução “sem motorista” está acontecendo em estágios, assim como os primeiros carros desenvolvidos a partir de mecanismos lentos a vapor, até os carros a gasolina e, atualmente, os veículos elétricos. O segredo para dar o grande salto e sair da fase dos protótipos cheios de racks de servidores para roaming nas rodovias nos veículos que são retirados do estacionamento é: colocar mais capacidade computacional em menos espaço.

Isso está a caminho, graças a inovações como o system-on-a-chip Xavier da NVIDIA. O Xavier é o mais complexo system-on-a-chip, ou SoC, já criado, com mais de 9 bilhões de transistores e representando um investimento de US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

Que tipo de recursos esse tipo de capacidade computacional pode estimular? Para definir o caminho para a autonomia totalmente desenvolvida, a Society of Automotive Engineers (mais conhecida como SAE International) detalhou seis categorias de recursos autônomos para estabelecer análises comparativas claras em um campo de tecnologia que tem tantos elementos diferentes em jogo. (Essas diretrizes substituem os padrões anteriores da NHTSA).

Aqui está uma versão da Cliffs Notes, o que são e quando deverão ser vistos nas ruas.

Nível 0 – a Station Wagon 1970. Introdução ao veículo de consumo: 1900 até o presente

No mínimo, o nível 0 é essencialmente um assento e um volante, com zero automação. (Infelizmente, as transmissões automáticas não contam). Isso abrange uma ampla gama, desde a Station Wagon com revestimento de vinil de Clark Griswold em Férias Frustradas até veículos muito mais modernos.

Os carros contemporâneos com sistemas de assistência ao motorista que emitem alertas visuais e sonoros, como o Alerta de Mudança de Faixa da Volvo ou a Detecção de Objetos em Movimento da Nissan também se encaixam aqui. Porém, bipes e flashes são o limite — o carro ainda permanece totalmente dependente de motoristas humanos para a condução e a aceleração.


De acordo com as diretrizes da SAE, um carro de nível 4 deve ser capaz de se autoconduzir com segurança, “mesmo se um humano não responder adequadamente a uma solicitação para intervir”. Um carro de nível 4 vai reduzir, encostar ou estacionar sozinho em um ponto seguro se o motorista não assumir o controle quando solicitado, o que pode acontecer em condições mais difíceis de navegação, como off-road ou em estradas não mapeadas.

Nível 1 – o carro em sua garagem. Introdução ao veículo de consumo: 2007

 

A maioria dos carros atualmente têm gadgets, como câmeras e sensores, para ajudar a limitar as velocidades de condução ou fornecer trava assistida. Entre os exemplos estão o Alerta de Colisão com Assistência de Frenagem da Ford, que desacelera o carro quando chega muito próximo de outro veículo, e o Piloto Automático Inteligente da Nissan, que regula a velocidade ao fazer curvas e controla a distância. Você ainda estará em maus lençóis se tirar as mãos do volante.

 

Nível 2 – disponível em alguns carros de luxo. Introdução ao veículo de consumo: 2014

A maioria dos sistemas avançados de assistência ao motorista se enquadram no nível 2, inclusive o Autopilot da Tesla, o Super Cruise do Cadillac e o Pilot Assist da Volvo. Enquanto os veículos de nível 1 controlam a velocidade ou a condução, os de nível 2 podem controlar ambas simultaneamente e podem incluir recursos como centralização de faixa. O modo autônomo é limitado a certas condições, e os motoristas humanos ainda precisam assumir o controle ao dirigir em terreno mais complicado que rodovias ou estradas claramente demarcadas.

Embora os carros com autonomia de nível 2 estejam nas estradas atualmente, ainda há espaço para avanços. A próxima etapa: mesclar entradas de sensores colocados dentro e fora do carro, dessa forma, o veículo pode reagir ao motorista — e ao ambiente em torno dele — de modo mais inteligente. Mesmo se o carro não estiver se autoconduzindo, ele pode agir para manter o motorista e os passageiros em segurança. A NVIDIA chama isso de Super nível 2, e é uma tarefa que usa uma grande quantidade de capacidade computacional.

Nível 3 – onde apenas alguns poucos, como a Audi, ousam aventurar-se hoje. Introdução ao veículo de consumo: 2018

Os veículos de nível 3 podem conduzir, acelerar ou desacelerar e ultrapassar outros carros sem intervenção humana. Eles também podem manobrar em torno de incidentes ou congestionamentos. Enquanto os carros de nível 2 exigem que os motoristas tenham, pelo menos, os dedos ou um dedinho no volante, os sistemas de nível 3 permitem que eles tirem as mãos do volante e os pés dos pedais — mas apenas em situações específicas. Os humanos ainda precisam estar preparados para assumir de volta o controle quando for necessário.

Alguns fabricantes identificam a troca da condução autônoma para a humana como um risco, levando empresas como a Volvo a pular completamente para o nível 3. “Se você estiver fazendo mais alguma coisa, pesquisas mostram que poderia levar dois minutos ou mais antes de voltar e assumir o controle. E isso é absolutamente impossível”, diz o CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, em uma entrevista para a Bloomberg.

A Audi não concorda. A fabricante alemã está implementando seu produto principal, o Audi A8, como o primeiro veículo de nível 3 comercialmente disponível. Previsto para chegar às ruas em 2018, o carro pode se autoconduzir a velocidades de 60 km/h, lidando com as paradas durante congestionamentos e horários de pico, e dá aos motoristas 10 segundos para retomar o controle.

Nível 4 – escritórios e cinemas sobre rodas. Introdução ao veículo de consumo: 2021

Com um número inigualável de 320 TOPS de cálculos de aprendizado profundo e a capacidade de executar inúmeras redes neurais profundas ao mesmo tempo, o NVIDIA DRIVE Pegasus baseado no Xavier fornecerá tudo que for necessário para a condução autônoma segura.

É uma tarefa que usará volumes enormes de capacidade computacional. E hoje em dia, os carros de teste autônomos geralmente têm um porta-malas cheio de engrenagens computacionais. Porém, isso está mudando. A NVIDIA planeja habilitar a autonomia de nível 4 com o SoC NVIDIA DRIVE Xavier, que oferece 30 trilhões de operações por segundo de desempenho em um pacote compacto (consulte “NVIDIA Xavier, World’s Most Powerful SoC Brings Dramatic New Capabilities[Link]).

Os primeiros carros de nível 4 estão programados para lançamento em 2021. E se a visão do fabricante de sua frota autônoma for concretizada, esses carros não serão apenas unidades de transporte, eles também irão levar pequenos escritórios, teatros ou quartos de hotel sobre rodas.



Nível 5 – O Lexus 2054 de Minority Report. Introdução ao veículo de consumo: meados dos anos 2020

Com carros de nível 5, todo envolvimento humano poderá acabar depois que você disser a seu veículo aonde quer ir. Esses carros podem fazer qualquer coisa que um motorista humano pode fazer, sem restrições. Os carros de nível 5 podem se tornar módulos de transporte automatizados que podem ser conduzidos em qualquer situação, desde a condução pela cidade até condições off-road.

Embora possa demorar um pouco antes de os carros de nível 5 chegarem ao mercado, é possível ver algo semelhante em áreas confinadas ou regiões cercadas (tornando-os, a rigor, veículos de nível 4). Enquanto isso, os carros conceito como o Aicon da Audi — cujo interior parece mais uma cabine de avião de primeira classe do que um carro — dão aos entusiastas um vislumbre do que chegará às ruas no futuro, sem a necessidade de comprar ingresso para o cinema local.

Fotos: Copyright © 2018 NVIDIA Corporation


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