COBERTURA ESPECIAL - TOA - Terrestre

27 de Janeiro, 2017 - 09:10 ( Brasília )

Exército realiza Operação Relâmpago em municípios do Vale do Juruá

Operação é realizada para conter onda de violência, diz tenente-coronel. Quatro municípios do Vale do Juruá passam pela fiscalização.

Anny Barbosa


O Exército Brasileiro em conjunto com outras forças de segurança realiza uma operação relâmpago no Vale do Juruá para coibir a onda de violência. A ação teve início na terça-feria (24) e não tem data para acabar.

Quatro municípios estão passando por fiscalizações por meio terrestres e fluvial, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo, de acordo com o tenente-coronel Fábio El-Amme.

"Estamos fazendo a verificação de documentação e das bagagens em embarcações em parceria com a Marinha do Brasil, realizando o controle de vias fluviais, revista de embarcações. Já estivemos no Rio Moa e no São Salvador.

Estamos fazendo simultaneamente também o controle de estradas com revistas de viaturas e de pessoal", disse. Em Cruzeiro do Sul, especificamente, a ação está sendo realizada nesta quinta-feira (26) no porto da cidade. "A partir da semana que vem pretendemos trabalhar com órgãos de agências federais como o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] e, se for possível, também com a Funai [Fundação Nacional do Índio]", acrescentou.

O tenente-coronel explicou que ainda não é possível fazer um balanço da operação, pois os resultados iniciais ainda não foram cumputados. Mesmo assim, ele cita algumas apreensões que já foram realizadas. "No dia de ontem [quarta, 25], foi feita a prisão de um cidadão que conduzia irregularmente o seu veículo, essa apreensão foi feita em conjunto com a Polícia Militar (PM).

No dia de hoje [quinta, 26] foi verificada a existência de um armamento em uma dessas embarcações, mas com a documentação do barco estava em dia. Foi também apreendido um animal silvestre dentro de uma das embarcações, um pássaro", falou.

El-Amme acrescentou ainda que a operação foi uma determinação do comandante do Exército e do comandante militar da Amazônia, tendo em vista a instabilidade que a segurança pública vive atualmente no país.