COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Defesa

11 de Abril, 2019 - 11:20 ( Brasília )

Ministro da Defesa reforça importância do Centro de Lançamento de Alcântara

Foram citados os projetos estratégicos, as missões desempenhadas pelas Forças Armadas e o projeto de reestruturação da carreira

Tenente Cristiane E Capitão Landenberger

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, acompanhou o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, em audiência pública ordinária na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (10/04).

O objetivo foi tratar das prioridades e perspectivas de atuação das Forças Armadas voltadas para a defesa nacional e soberania do país. O encontro foi solicitado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) e também contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior.



O Comandante do Exército Brasileiro foi representado pelo Comandante Logístico do Exército, General de Exército Carlos Alberto Neiva Barcellos. O Chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, também compôs a mesa.

O Ministro Fernando Azevedo abordou o cenário atual do país e as responsabilidades das Forças Armadas, citando atividades de segurança das fronteiras, como a Operação Ágata – plano estratégico de fronteiras; o controle do espaço aéreo e a participação nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Ele também enumerou a participação das Forças Armadas nos grandes eventos, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo; as operações conjuntas e de interagências; além das ações de apoio à política externa, como as missões de paz no exterior.

O ministro citou ainda a recente missão de assistência humanitária a Moçambique, na qual dois C-130 Hércules transportaram mais de 20 toneladas de suprimentos e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Em relação ao desenvolvimento nacional, o ministro falou sobre o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre o Brasil e os Estados Unidos. “O acordo comercial vai gerar desenvolvimento na região. Isto é imprescindível para a entrada do Brasil no mercado global e para a proteção de tecnologias e patentes”, disse o ministro.

O Tenente-Brigadeiro do Ar Baptista Junior complementou. “O ponto básico da negociação é a garantia da soberania nacional. O objetivo do acordo é tão simplesmente garantirmos que, na utilização da tecnologia norte-americana dentro do Brasil, nós faremos todos os esforços para que esta tecnologia não caia em mãos erradas”, disse o oficial-general.



Foram apresentados projetos sociais, como o Programa Forças no Esporte (PROFESP). “Atuamos neste projeto há 16 anos, e já contabilizamos 28.800 crianças inscritas de 117 municípios”, disse. Ele destacou ainda o transporte de órgãos para transplante realizado pela FAB. “Toda hora é uma missão diferente que a gente faz com muito gosto, pois ajuda o Brasil", afirmou.

Em relação à reestruturação da carreira militar, o ministro destacou as peculiaridades da carreira. “Todo militar faz um juramento que coloca a nação acima da própria vida e precisa ter amparo. O militar não tem um contrato de trabalho, mas sim um compromisso com a nação e isto deve ser levado em consideração. É preciso respeitar as peculiaridades, como risco de morte, não ter hora extra, adicionais, exigências típicas”, disse.

De acordo com o ministro, os ajustes no orçamento são necessários, mas os investimentos nas Forças Armadas estão abaixo do ideal. “O que está previsto representa 1,41% do Produto Interno Brasileiro (PIB), o que significa estarmos em 7º lugar na América do Sul. “Pelas dimensões e complexidades do país, o Brasil não pode estar nesta colocação”, afirmou.

Sobre os projetos estratégicos da FAB, citou as novas aquisições. “Estamos recebendo novas aeronaves de grande porte, os KC-390, que vão substituir os Hércules, que são aviões que estão voando há mais de 40 anos”, disse. Por fim, ele também citou os novos aviões de caça, os F-39 Gripen, que substituirão as atuais aeronaves F-5.


Fotos: Wilhan Campos / CECOMSAER


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