COBERTURA ESPECIAL - Riots - Segurança

07 de Fevereiro, 2014 - 12:33 ( Brasília )

RJ - Movimentos Irregulares passam para Guerra Urbana

A covardia de parte considerável da imprensa e dos jornalistas é nauseabunda até quando um cinegrafista, que estava trabalhando, agoniza no hospital


Reinaldo Azevedo


Santiago Andrade é cinegrafista da Band. Na noite desta quinta (06FEV14), ele estava trabalhando. Cobria o chamado protesto contra o reajuste das passagens de ônibus no Rio. Reajuste correto e necessário — a menos que você, leitor, acredite que existe almoço grátis. Marcharam contra a elevação da tarifa, de R$ 2,75 para R$ 3, os de sempre: partidos de extrema esquerda e, claro, os black blocs. Já não tenho estômago para ouvir repórteres na TV recitando um textinho de manual: “A manifestação era pacífica…”. Mentira! Nunca foi. Até porque os black blocs estavam na turma. E eles nunca são pacíficos. São os primeiros a confessar. Um artefato explosivo atingiu a cabeça de Santiago. Houve afundamento craniano. Já foi submetido a uma cirurgia e está em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar.

Vejam agora uma sequência de seis fotos, que registram o momento exato em que Santiago é ferido.
 

Santiiago 1

Santiago 2


Santiago 3

Santiago 4


Santiago 5

Santiago 6



Os veículos de comunicação todos estão reticentes. Dizem não saber se Santiago foi atingindo por uma bomba de gás lacrimogêneo ou algum outro artefato. Não tinha visto ainda esta sequência. Agora vi. Desde quando bomba de gás — ou mesmo a de efeito moral — provoca essa luz? Que história é essa? Há testemunhos de que manifestantes — leia-se, no caso, bandidos — lançaram vários morteiros ou sinalizadores durante os confrontos com a polícia. A luz avermelhada registrada ali e os restos da explosão são, obviamente, compatíveis com morteiro ou sinalizador. Ainda que seja alguma outra coisa, não se trata de bomba de gás ou de efeito moral.

E a Polícia Militar só carrega essas duas. Os demais explosivos são levados para as ditas manifestações pelos arruaceiros. Até uma nota oficial da Band fala da hipótese de ser uma bomba de gás… Desde quando ela causaria aquela luz e provocaria o afundamento de crânio com a gravidade que está sendo noticiada? Não custa lembrar: um sinalizador, como aquele que matou o menino boliviano num estádio de futebol, pode atingir até 300 km por hora.

Associações de jornalistas e emissoras de TV divulgaram notas de solidariedade, mas se negam a censurar a violência explícita e organizada desses que são chamados de manifestantes. Manifestantes defendem ideias, pontos de vista, fazem reivindicação. Não saem por quebrando e incendiando tudo.

Mais uma vez, aquela turma de ontem decidiu depredar a Central do Brasil e as ruas do entorno. Partiram para o confronto com a polícia e hostilizaram, de novo, a imprensa. O jornalismo, no entanto, prefere olhar para o outro lado e se nega a dizer o nome dos seus agressores, uma gente que odeia a democracia, a liberdade e o estado de direito. É mentira! Eles não querem ônibus mais barato porcaria nenhuma! Querem se impor pela violência e pelo terror.

 

Nota DefesaNet,

DefesaNet republica a matéria de Reinaldo Azevedo concordando com os pontos por ele apresentados.

Acrescentamos que o atual momento estamos passando da fase de "manifestações violentas" para o estágio de Guerra Urbana.

A imprensa nega os fatos e o Governo Federal culpa TUDO à famosa violência policia, em especial nos estados governados pela oposição. Porém as Forças que operam nos conflitos estão reportando uma mudança radical já iniciada no ano passado.

As armas disponíveis aos movimentos tais como:

- rojões e foguetes incrementados com pregos e esferas de aço (as tropas reportam capacetes e escudos incrustrados de pregos);
- coqueteis molotov que começaram a proliferar;
- foguetes de sinalização (similar ao que atinfgu o cinegrafista da BAND Santiago Andrade), e,
- organização mais ágil e leve, formado por grupos com grande mobilidade atacando em diversos pontos ao mesmo tempo.

Some-se a isto o evento ocorrido em ambiente fechado, na Liinha Vermelha do metrô de São Paulo, que poderia ter gerado uma escala de pânico nunca vsta.

O Editor


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