COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

05 de Agosto, 2019 - 11:10 ( Brasília )

China está desestabilizando o Indo-Pacífico, diz secretário de Defesa dos EUA

Secretário dos EUA diz ser a favor de mísseis de alcance intermediário na Ásia

A China está desestabilizando o Indo-Pacífico, disse neste domingo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, acusando Pequim de praticar economia predatória, roubo de propriedade intelectual e “armamento do patrimônio global”.

Os comentários de Esper em sua primeira viagem ao exterior como secretário da Defesa dos EUA ameaçam inflamar as já tensas relações entre Washington e Pequim, que vivem uma crescente guerra comercial.

A assertividade cada vez maior da China, especialmente no Mar da China Meridional, está suscitando preocupações na região, e os Estados Unidos estão desafiando a hegemonia marítima chinesa e buscando laços mais fortes com nações que desafiam Pequim.

“Acreditamos firmemente que nenhuma nação pode ou deve dominar o Indo-Pacífico e estamos trabalhando ao lado de nossos aliados e parceiros para atender às urgentes necessidades de segurança da região”, disse Esper a repórteres em Sydney.

A China tem aumentado as tensões na região e enfurecido os Estados Unidos ao construir equipamentos militares e outras instalações em ilhas artificiais.

A China reivindica grandes partes do Mar da China Meridional, por onde passam mercadorias em embarcações avaliadas em cerca de 3,4 trilhões de dólares a cada ano. Países como Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã contestam as reivindicações territoriais.

Secretário dos EUA diz ser a favor de mísseis de alcance intermediário na Ásia

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, afirmou neste sábado que é a favor de colocar mísseis terrestres de alcance intermediário na Ásia relativamente em breve, um dia depois de o Estados Unidos se retirarem de um importante tratado de controle de armamentos.

Os comentários de Esper devem aumentar as preocupações sobre a corrida armamentista e podem se acumular em uma relação já tensa com a China. 

“Sim, eu gostaria”, disse Esper, ao ser questionado se estava considerando colocar esse tipo de míssil na Ásia.

“Eu preferiria meses... mas essas coisas tendem a demorar mais do que você espera”, disse a repórteres viajando com ele para Sidney, ao ser questionado sobre o cronograma para a implantação dos mísseis.

Os Estados Unidos formalmente deixaram o tratado Intermediário de Forças Nucleares (INF) com a Rússia, na sexta-feira, após determinarem que Moscou havia violado o tratado, um acusação que o Kremlin nega.

Na sexta-feira, oficiais importantes dos EUA afirmaram que qualquer implantação desse tipo de arma demoraria anos.

Nas próximas semanas, os Estados Unidos devem testar um míssil de cruzeiro e, em novembro, o Pentágono tentará testar um míssel balístico de alcance intermediário.

Os dois testes seriam de armas convencionais, e não nucleares.

 

 


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