COBERTURA ESPECIAL - KC-390 - Aviação

11 de Novembro, 2014 - 11:30 ( Brasília )

Metalúrgicos querem KC-390 nacionalizado

Projeto de avião militar teria gerado apenas 1.500 vagas de trabalho no país São Paulo


Roberta Scrivano
O Globo


Os trabalhadores da Embraer que passaram quatro dias de braços cruzados — e suspenderam ontem a greve — pleiteiam o comprometimento do governo com a nacionalização dos projetos financiados com recursos públicos.

Segundo Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da região, o governo está financiando a criação de empregos fora do país, inclusive para o projeto federal mais ambicioso, o desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390.

Esse projeto é considerado a maior e mais sofisticada aeronave já fabricada no país.

— Já solicitamos uma reunião com a presidente Dilma ( Rousseff ) para debatermos essa questão dos empregos — contou o sindicalista.

Segundo ele, o desenvolvimento desse cargueiro deveria gerar 22 mil empregos diretos no país. Macapá contabiliza, no entanto, a abertura de apenas 1,5 mil vagas. De acordo com o sindicalista, o assunto já foi debatido em reunião com o ministro Gilberto Carvalho que prometeu um “retorno”.


Matéria Valor

Embraer encerra greve e sindicato estuda ir à Justiça*

Sem acordo sobre o índice de reajuste salarial, os funcionários da Embraer retornaram na manhã de ontem ao trabalho. O fim da greve, que durou quatro dias, foi decidido em assembleia e, de acordo com a empresa, contou com a maioria dos votos de cerca de 5 mil empregados.

Nas contas do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a assembleia foi acompanhada por 10 mil funcionários.

A proposta de reajuste de 7,4% não foi levada à votação. O sindicato informou que a greve foi suspensa e que vai entrar com ação de dissídio coletivo contra a Embraer para buscar, na Justiça, o reajuste salarial de 10% para os trabalhadores.

A pauta de reivindicação dos funcionários, de acordo com o sindicato, inclui redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, estabilidade no emprego, congelamento do desconto sobre o convênio médico e o não desconto dos dias parados.

Em comunicado interno distribuído na tarde de ontem, a Embraer informou aos seus empregados que não vai descontar os quatro dias de greve. A empresa, segundo o comunicado, entende que os funcionários foram forçados a entrar em greve pelo Sindicato dos Metalúrgicos e por este motivo decidiu manter o pagamento normal dos salários.

Sobre o impacto que a greve provocou na produção, a Embraer informou que ainda não é possível fazer um balanço, pois o ciclo de produção das aeronaves é mais lento se comparado com outras linhas de produtos, como as de carros.

Em nota, o sindicato da região acusou a Embraer de assediar os funcionários para que retornassem ao trabalho e afirmou que supervisores e gerentes teriam enviado mensagens e telefonaram para os trabalhadores, fazendo ameaças para possíveis consequências da continuidade da paralisação. A Embraer não comentou o assunto.

*com
Virgínia Silveira/Valor



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