28 de Junho, 2016 - 14:20 ( Brasília )

Geopolítica

Jordanianos venderam armas que CIA enviava a rebeldes sírios


Funcionários do serviço de inteligência jordaniano roubaram e venderam no mercado negro armas avaliadas em milhões de dólares que a CIA e a Arábia Saudita enviaram para rebeldes sírios, informaram o jornal New York Times e o canal de televisão Al-Jazeera.

As armas haviam sido enviadas para a Jordânia no âmbito de um programa secreto da CIA para treinar e equipar os rebeldes sírios moderados que lutam contra o regime do presidente Bashar al-Asad.

O New York Times e Al-Jazeera, citando funcionários americanos e jordanianos que não tiveram seus nomes revelados, informaram no domingo que algumas dessas armas tinham sido usadas ??em novembro passado em um tiroteio em um centro de treinamento na polícia em Amã.

Dois americanos, dois jordanianos e um sul-africano foram mortos no ataque. New York Times e Al-Jazeera disseram que o FBI está investigando o caso há meses.

As armas incluem fuzis de assalto Kalashnikov, morteiros e granadas, e agora o mercado negro está inundado com tais armas, informou a imprensa.

Os investigadores não têm certeza do que aconteceu com a maioria das armas, mas muitos suspeitam que um número considerável caiu nas mãos de tribos rurais jordanianas, gangues criminosas ou vendidos em outros países. O FBI e a CIA não reagiram a essas informações levantadas por estes meios.

O serviço de inteligência saudita e a CIA treinam rebeldes sírios desde 2013.

O treinamento e a entrega de armas têm acontecido na Jordânia, devido à proximidade geográfica com a Síria.

Embora o programa seja secreto, altos funcionários indicaram aos veículos que a CIA treinou milhares de rebeldes nos últimos três anos.

Estes rebeldes haviam feito alguns progressos na luta contra o regime em Damasco até o ano passado, quando a Rússia se envolveu no conflito em apoio a Bashar al-Assad.
 

EUA celebram libertação de Fallujah pelas forças iraquianas

O Pentágono comemorou nesta segunda-feira a vitória das tropas iraquianas que recuperaram Fallujah das mãos do grupo Estado Islâmico, mas alertou que ainda levará tempo para garantir a segurança completa da cidade a oeste de Bagdá.

A reconquista de Fallujah permitirá "melhorar a segurança em Bagdá", porque se trata do apoio mais próximo da capital iraquiana com o qual contava a organização extremista, afirmou o capitão Jeff Davis, porta-voz do Pentágono.

O oficial disse que as forças iraquianas ainda enfrentam "desafios significativos" na zona e que espera-se a resistência dos extremistas em alguns pontos.

Davis também indicou que limpar Fallujah de todas as minas e explosivos deixados pelo Estado Islâmico vai ser "um desafio" para as forças iraquianas.

As forças iraquianas anunciaram no domingo a recuperação total de Fallujah, após a conquista do bairro Al Jolan, onde os jihadistas estavam entrincheirados.

Fallujah, localizada cerca de 50 km a oeste de Bagdá, foi a primeira cidade importante no Iraque a cair nas mãos de EI em janeiro de 2014.

O grupo extremista perdeu no último ano quase dois terços das vastas áreas que tinha sob seu controle no Iraque.

A recuperação de Fallujah pelas tropas iraquianas foi apoiada pelos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que realizou mais de uma centena de ataques aéreos contra os extremistas.

"Não houve nenhuma vitória estratégica do Estado Islâmico em um ano e eles não param de perder territórios", ressaltou o porta-voz.