16 de Outubro, 2014 - 11:00 ( Brasília )

Geopolítica

Ataques aéreos da coalizão internacional forçam EI a recuar em Kobane

Segundo oficial curdo, controle de Kobane pelos jihadistas caiu de 30% para 20% com os ataques. EUA afirmam ter bombardeado a cidade síria na terça-feira, matando "várias centenas" dos milicianos do EI.

Os ataques aéreos da coligação internacional para combate ao "Estado Islâmico" (EI) fizeram a milícia recuar em várias zonas da cidade de Kobane, no norte da Síria. A informação foi transmitida pelo oficial curdo Idriss Nassen à agência de notícias AFP, nesta quinta-feira (16/10).

"A coalizão internacional combateu de forma mais eficaz nos últimos dias", afirmou Nassen, por telefone. Ele frisou que, antes, os jihadistas detinham o controle de 30% de Kobane, e agora dominam apenas menos de 20% da cidade de maioria curda, na fronteira com a Turquia.

Segundo o oficial, as forças curdas estariam "expulsando" os combatentes do EI para as zonas leste e sudeste de Kobane. Ainda assim, apelou por maior assistência militar internacional. "Precisamos de mais ataques, assim como de armamento e munições para combatê-los em solo."

Ataques americanos

Os Estados Unidos anunciaram ter bombardeado posições do EI na cidade por 18 vezes na terça-feira, matando "várias centenas" de combatentes sunitas. O porta-voz do Pentágono John Kirby enfatizou que "Kobane pode agora cair".

Segundo o Comando Central dos EUA, os últimos ataques aéreos por bombardeiros e caças americanos destruíram várias posições de combate do EI na área de Kobane, além de atingir 16 edifícios ocupados pelo inimigo. Esses ataques visam travar o avanço dos jihadistas, que na segunda-feira chegaram ao centro de Kobane.

Kirby confirmou que a maior parte da população da cidade curda fugiu, enquanto os extremistas continuavam chegando, com o objetivo de tomá-la. "Kobane é um território que eles querem", sublinhou.

O porta-voz atribuiu a diversos fatores o incremento dos ataques aéreos americanos contra Kobane, nesta semana: o afluxo reforçado de combatentes do "Estado Islâmico" à região, as restrições a ataques no Iraque, ditadas pelas condições meteorológicas, assim como a evacuação quase total da população civil da cidade síria, que reduz os riscos dos bombardeios.