20 de Agosto, 2014 - 11:00 ( Brasília )

Geopolítica

Estado Islâmico afirma ter decapitado jornalista americano

Washington verifica autenticidade de vídeo divulgado por jihadistas na internet mostrando a morte de James Foley. Fotojornalista teria sido assassinado em represália aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

Um vídeo divulgado pelo Estado Islâmico (EI) nesta terça-feira (19/08) mostra a decapitação de um homem, que o grupo jihadista radical afirma ser o jornalista americano James Foley, sequestrado por homens armados na Síria em novembro de 2012. A morte dele seria uma represália aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

A Casa Branca afirmou que o serviço de inteligência verifica a veracidade das imagens, mas já se mostra "horrorizada com a morte brutal de um jornalista americano inocente".

Mesmo sem a comprovação oficial da autenticidade do vídeo, dois representantes do governo americano afirmam tratar-se de Foley. A família do jornalista também confirma sua morte. Diane Foley, mãe do fotógrafo freelancer de 40 anos, pediu a libertação de outros "inocentes" feitos reféns na Síria.

"Não poderíamos estar mais orgulhosos do nosso filho. Ele deu sua vida para tentar mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio", disse a mãe do fotojornalista numa página no Facebook criada para defender a libertação do filho, a Find James Foley.

"Imploramos aos sequestradores que poupem a vida dos restantes reféns. Tal como Jim, são inocentes e não têm qualquer controle sobre a política do governo americano no Iraque, na Síria ou em nenhum lugar do mundo", escreveu.

O vídeo divulgado na Internet nesta terça-feira mostra um homem mascarado e vestido de preto, que parece cortar a garganta de Foley. Eles estavam numa área desértica, sem vegetação.

As imagens mostram ainda outro jornalista americano, identificado como Steven Sotloff, o qual os jihadistas também ameaçam executar caso o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não encerre os ataques aéreos no Iraque. Os dois jornalistas aparecem nas imagens usando uma túnica laranja, em referência aos prisioneiros de Guantánamo.

Foley era considerado um repórter experiente. Ele tinha feito a cobertura do conflito na Líbia antes de ir para a Síria, de onde acompanhava a revolta contra o regime de Bashar al-Assad para diversos veículos de comunicação.

MSB/lusa/ap