04 de Janeiro, 2014 - 15:44 ( Brasília )

Geopolítica

Al-Qaeda controla totalmente a cidade iraquiana de Fallujah

Nova aliança de rebeldes sírios declara guerra à Al-Qaeda

Milicianos vinculados à Al-Qaeda assumiram o controle total neste sábado da cidade iraquiana de Fallujah, dias depois do início dos confrontos provocados pelo desmantelamento de um acampamento de opositores ao primeiro-ministro xiita, Nurix al Maliki, na província sunita de Al Anbar, afirmaram os serviços de segurança.

A mesma fonte acrescentou que o grupo extremista sunita designou um governo para a cidade declarada no dia anterior como "estado islâmico" pelo EIIL.

Fallujah e Ramadi foram os redutos da insurreição que se seguiu à invasão americana do Iraque em 2003. Nesta província, os Estados Unidos perderam um terço de suas tropas no Iraque, segundo o site icasualties.org.

Rebeldes sírios declara guerra à Al-Qaeda

Uma nova aliança de rebeldes sírios, batizada de Exército dos Mujahedines, declarou guerra ao Estado Islâmico no Iraque e Levante (EIIL), movimento vinculado à Al-Qaeda, e se uniu assim a outros grupos que combatem os jihadistas na Síria.

"Nós, o Exéricito dos Mujahedines, prometemos nos defender e defender nossa honra, nossos bens e nossas terras e lutar contra o EIIL, que infringiu as normas divinas, até que anuncie sua dissolução", anunciou esta aliança de oito grupos armados em um comunicado publicado no Facebook.

Esta aliança pede que os combatentes do EIIL se unam às fileiras de outros grupos rebeldes ou entreguem s armas e abandonem a Síria.

O Exército de Mujahedines acusa o EIIL de "propagar os combates e a insegurança nas zonas libertadas (sob controle rebelde), derramando o sangue dos combatentes, acusando-os erroneamente de heresia e expulsando-os, a eles e a suas famílias, das zonas que liberaram do exército" de Bashar al Assad.

O EIIL combateu junto aos grupos rebeldes contra o regime sírio, mas este grupo também teve como objetivo os combatentes da oposição em uma tentativa de impor-se como única autoridade.

O Exército dos Mujahedines acusa também os jihadistas de roubos, saques e de sequestrar, torturar e matar comandantes rebeldes e combatentes.

No momento, não se sabe quantos efetivos formam as oito brigadas da nova aliança.