COBERTURA ESPECIAL - Embraer - Tecnologia

27 de Abril, 2015 - 11:00 ( Brasília )

Embraer estuda ampliar sua presença no programa espacial brasileiro


A Embraer Defesa & Segurança estuda ampliar sua presença no programa espacial brasileiro e inclui a possibilidade de explorar projetos na área de foguetes.

A meta, segundo o presidente da unidade, Jackson Schneider, é ter uma empresa integradora na área espacial. “Isso pode incluir desenvolvimento de veículo lançador e de novos satélites”.

A empresa iniciou seus negócios na área espacial em 2013 com o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), no qual é responsável pela gestão dos fornecedores e do lançador, além da integração dos sistemas.

O satélite é produzido pela francesa Thales Alenia Space e o lançamento será feito pela Arianespace, no segundo semestre de 2016.

O custo total do projeto é de R$ 1,3 bilhão. Para o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, a decisão do governo de romper o acordo com a Ucrânia para o lançamento do foguete Cyclone-4, do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, certamente abrirá outras perspectivas para o programa espacial brasileiro.

“A Embraer tem demonstrado interesse no nosso Veículo Lançador de Microssatélites (VLM)”, diz o comandante. Indústria O projeto do VLM é um dos projetos prioritários do programa espacial.

O foguete é desenvolvido hoje em parceria com o Centro Espacial Alemão (DLR) e prevê a participação da indústria nacional desde as primeiras fases de concepção.

“Estamos interessados em avançar na área espacial, o que abre espaço para atuarmos junto aos principais participantes desse processo como a Agência Espacial Brasileira, Força Aérea Brasileira e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais”, afirma Schneider.

Por meio da coligada Visiona, joint-venture entre a Embraer e a Telebras, o executivo diz que a Embraer pretende ser mais ativa no segmento espacial e elogiou o trabalho que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realiza na área de lançadores. Segundo estudos já feitos por especialistas o VLM tem um potencial de mercado promissor, tendo em vista que ainda não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos).

O VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.

Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites. Seu custo de lançamento é baixo, inferior a US$ 10 milhões. O seu desenvolvimento é coordenado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).