COBERTURA ESPECIAL - Embraer - Aviação

10 de Novembro, 2014 - 09:00 ( Brasília )

United Airlines estaria avaliando jatos Embraer e Bombardier


A United Airlines está negociando com a Embraer e a Bombardier a compra de aviões de fuselagem estreita como parte de uma tentativa de reduzir sua dependência em relação a jatos regionais que não rendem lucros, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

As conversas envolvem os maiores modelos da família E-Jets atualizada da Embraer e os menores CSeries da Bombardier, disseram as fontes, que pediram anonimato porque os detalhes são privados.

A encomenda não é iminente, disseram as fontes. Em resposta, a United disse que não discutiria a estratégia para sua frota.

A aquisição de aviões da Embraer ou da Bombardier representaria um afastamento da United, que tem sede em Chicago, em relação às aeronaves da Boeing e da Airbus, usadas por seus pilotos nas rotas principais.

Os aviões avaliados para compra preencheriam uma lacuna entre os atuais modelos de fuselagem estreita da United, a maioria com capacidade para 150 pessoas sentadas, e os aviões de curta distância, que transportam um máximo de 76 passageiros.

A escolha de uma dessas novas fornecedoras de aviões também permitiria que a United fizesse uma encomenda separada para a unidade regional Express para substituir seus ineficientes modelos de 50 assentos.

O contrato piloto da United lhe permite tomar mais aviões de pequeno porte a partir de 2016, desde que forem adicionados jatos maiores da Embraer ou da Bombardier à frota principal.

Para a Embraer e a Bombardier, as pioneiras do ramo de jatos regionais, um negócio com a United impulsionaria sua busca pela redução do domínio da Boeing e da Airbus sobre as vendas para grandes companhias aéreas americanas.

Os dois maiores aviões E2 da Embraer terão cerca de 140 assentos, enquanto o CS100 da Bombardier, que tem sede em Montreal, transportará 108 a 125 pessoas.

Encomenda dividida?

A United poderá avaliar uma divisão em uma eventual aquisição, disse Michel Merluzeau, consultor aeroespacial de Kirkland, Washington, EUA.

Com isso, amarraria o slot produtivo aos E2s, que estão com vendas aquecidas e sempre podem ser trocados por jatos de pequeno porte, dando à United uma vantagem em relação às concorrentes caso o CSeries mostre ser um avião inovador, apesar de seus problemas iniciais de desenvolvimento, disse Merluzeau.