Ministério da Defesa recebe adidos militares das nações amigas

Júlia Campos

O Ministério da Defesa, por meio da Chefia de Assuntos Estratégicos (CAE), realizou nos dias 10 e 11 de julho o Estágio de Adidos de defesa de Nações Amigas de 2018. Durante os dois dias 45 militares estrangeiros, que atuam nas embaixadas em Brasília, assistiram a palestras com temas a respeito da defesa nacional, base industrial de defesa e do papel das Forças Armadas.

Durante a abertura do evento na terça-feira (10/7), os adidos foram saudados pelo subchefe de Assuntos Internacionais do MD, brigadeiro Carlos Minelli de Sá. Ele ressaltou o privilégio que é exercer a função de adido militar. “É uma atividade muito rica e proporciona, não só, conhecimento sobre outro país, como também o convívio com militares de outras forças, de crenças, religiões e culturas diversas”, disse.

O brigadeiro parabenizou os presentes pela função e destacou que o Brasil é um país que está de braços abertos para todos, devido à grande diversidade que possui desde a sua formação. “Uma coisa interessante no meio militar é que temos uma linguagem comum. Independente da língua que falarmos é muito fácil o entendimento, pois as nossas formações, as nossas carreiras e estruturas são as mesmas”, afirmou.

O chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, deu início ao ciclo de palestras apresentando a estrutura do MD. Ele falou também sobre os projetos estratégicos das Forças Armadas e quando a Garantia da Lei e da Ordem deve ser usada no Brasil. Ao final do seu pronunciamento, o almirante recebeu e saudou os oito novos adidos militares que iniciaram a função em outubro de 2017.

Durante a tarde, os militares estiveram no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I). Lá assistiram às palestras “O relacionamento do adido de defesa estrangeiro com o Ministério da Defesa”, com capitão de Mar e Guerra José Maria de Lima Sobrinho e “Estratégia Nacional de Defesa”, proferida pelo coronel Marcos Antônio Ribeiro.

As atividades continuaram na manhã desta quarta-feira (11/7) com o comandante do campus Brasília da Escola Superior de Guerra (ESG), general Wilson Mendes Lauria. Ele apresentou aos adidos a missão, estrutura e as principais atribuições da escola. “Apesar de ter esse nome, é local onde militar e civis sentam e trabalham juntos.”, explicou.

A ESG teve início em 1949 no Rio de Janeiro e, em 2011, o campus de Brasília iniciou as atividade onde já passaram cerca de 800 alunos, uma média de 100 alunos por ano. O general alegou que a finalidade da escola estar na capital federal é para buscar uma aproximação com as agências e ministérios da administração federal.

Em seguida, o comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), coronel Marco Antônio Estevão Machado, expôs aos adidos presentes a visão sobre as operações de paz e de desminagem humanitária. Em 2017, o Brasil completou 70 anos em operações. Ao dar continuidade ao assunto, o coronel Josbecasi Moreira Lima, destacou em sua palestra duas dessas ações: a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Na ocasião, ressaltou todas as lições aprendidas em cada uma delas. A chefe da Coordenação Geral de Privilégios e Imunidades (CGPI) do Ministério das Relações Exteriores, Daniella Conceição Mattos de Araújo, despertou a atenção dos militares estrangeiros ao mostrar em sua apresentação pontos importantes para uma estadia como legal no Brasil ao exercer a função de diplomatas.

Como por exemplo, facilidades relativas a importação, isenção de tributos, segurança e proteção. Porém alertou. “Pede-se que se atentem as regras do país, pois por mais que haja os privilégios e imunidades, não será aceita a alegação de que não conhecia as regras em casos de descumprimento”.

Daniella declarou em primeira mão aos militares o novo modelo da carteira de identidade diplomática. O atual documento será aperfeiçoado de acordo com a legislação e com mais dispositivos de segurança. Ao longo do segundo semestre de 2018 será anunciado a solicitação de troca.

Após uma pausa para o almoço, os adidos tiveram no início da tarde uma palestra com o coronel Paulo Sérgio Ribeiro a respeito do papel constitucional das Forças Armadas brasileiras na Garantia da Lei e da Ordem.

Logo após, o comandante do CINDACTA I, coronel Rubem Miller Schineider, apresentou a função do centro e dividiu os militares em dois grupos para fazer uma visita às instalações. Por fim, no encerramento do estágio, o brigadeiro Carlos Minelli Sá agradeceu mais uma vez a presença de todos e ressaltou a importância dessas relações entre as nações amigas.

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