20 de Março, 2015 - 09:15 ( Brasília )

Defesa

Forças Armadas prestarão apoio logístico ao Programa Mais Médicos

Responsáveis vão realizar a recepção, hospedagem e transporte dos médicos, quando necessário

O Ministério da Defesa autorizou o emprego das Forças Armadas em apoio a parte logística do Programa Mais Médicos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19) vale para todo o território nacional.

Com a medida, os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica devem acionar os meios logísticos (pessoal e material) necessários para a recepção, hospedagem, transporte urbano e distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios de atuação. Além disso, os responsáveis devem manter o comando informado das ações e dos gastos necessários para os procedimentos.

Ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas cabe: promover a ligação e a coordenação com as demais autoridades envolvidas no Programa e acompanhar a execução do apoio, mantendo o ministro da Defesa informado sobre as principais realizações.

Diretriz do MD para ampliar apoio das Forças Armadas ao "Mais Médicos"¹

De acordo com o documento, a cooperação das Forças Armadas com o Programa Mais Médicos será executada em todo o território nacional até 31 de dezembro deste ano. Segundo informações da Chefia de Logística do Ministério da Defesa (Chelog/MD), o papel da pasta é planejar as rotas, viaturas e demais meios que serão empregados para levar esses supervisores, que são médicos civis e militares responsáveis por acompanhar a atuação dos profissionais.

Durante as inspeções, cada supervisor brasileiro fica a cargo de, em média, dez profissionais do programa. O objetivo é verificar, além do atendimento prestado à população, as condições de trabalho e disponibilidade de materiais. São visitas realizadas a periodicamente. 

O vice-chefe da Chelog, general José Orlando Ribeiro Cardoso, explicou que o apoio das Forças Armadas é fundamental para o andamento do projeto. O programa acontece em municípios carentes e, muitas vezes, inóspitos e de difícil acesso. “Em muitos lugares não tem quem chegue. Então, nosso papel é de transporte exclusivo”, disse.  

O general afirmou, ainda, que alguns médicos passam por curso de especialização em saúde indígena para atender à demanda dessas comunidades. Em fevereiro, 25 profissionais de todo o país passaram por capacitação desta natureza, oferecida em Cuiabá (MT).

No caso do apoio logístico, Orlando lembrou que a ação acontece de maneira integrada com os ministérios da Saúde e da Educação, além da Casa Civil. “O pedido vem desses órgãos. Aqui, nós somos um elo com as Forças. Quem executa é a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.”

Sobre o programa

Até 2014, a iniciativa do Governo Federal levou cerca de 14,5 mil médicos a 3.785 municípios de todo país, atendendo 50 milhões de brasileiros. 

A previsão do Ministério da Saúde é que, até o final de 2015, o número de profissionais atuando pelo programa alcance 18,2 mil, levando assistência à saúde para 63 milhões de pessoas.

A atuação das Forças Armadas ocorre na recepção dos integrantes do programa nos aeroportos; transporte aéreo para capitais e centros de capacitação; distribuição para municípios da Amazônia Legal; além do transporte de médicos supervisores.
  

¹com Marina Rocha - Assessoria de Comunicação Ministério da Defesa