COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Geopolítica

10 de Fevereiro, 2016 - 10:45 ( Brasília )

Obama quer aumentar financiamento de ciber-segurança dos EUA


A proposta de orçamento do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o ano fiscal de 2017 pede 19 bilhões de dólares para a segurança cibernética de todo o governo norte-americano, um aumento de 5 bilhões de dólares em relação a este ano, de acordo com funcionários do alto escalão.

O pedido vem em um momento no qual o governo Obama vem lutando para lidar com o risco crescente representado por criminosos e Estados no mundo digital.

A iniciativa, que será divulgada nesta terça-feira, significa um aumento de mais de um terço em relação aos 14 bilhões de dólares requisitados em 2015, e irá incluir 3,1 bilhões de dólares para a modernização tecnológica de várias agências federais.

Não ficou claro se o Congresso, atualmente nas mãos dos republicanos, irá aprovar o incremento.

As ameaças cibernéticas estão "entre os perigos mais urgentes para a economia e a segurança nacional da América", afirmou Obama em um artigo de opinião publicado no jornal Wall Street Journal nesta terça-feira.

A solicitação de fundos adicionais é o sinal mais recente de que a Casa Branca pretende tornar a ciber-segurança uma grande prioridade no último ano da presidência de Obama.

A medida vem na esteira de uma série de ataques virtuais de grande porte contra o governo e empresas como a Sony Pictures e a Target, diante das quais se testemunhou uma inércia legislativa e a incerteza por parte do governo quanto à melhor abordagem para as ameaças cibernéticas crescentes.

Estas dificuldades se tornaram públicas no ano passado, quando o Escritório de Administração de Pessoal anunciou ter sido vítima de uma grande invasão que retirou informações sigilosas de aproximadamente 22 milhões de indivíduos de suas bases de dados.

Também nesta terça-feira, a Casa Branca irá anunciar os planos de uma comissão presidencial de segurança cibernética que fará recomendações sobre como fortalecer as defesas ao longo da próxima década. As autoridades, que informaram os repórteres antes do anúncio formal do orçamento de Obama, disseram que irão criar o novo cargo de agente federal-chefe de informações de segurança.

No mês passado, uma agência reguladora governamental relatou ter concluído que o sistema de defesa cibernética do governo, conhecido como Einstein, é ineficaz no combate aos hackers.

"Não importa o quão bons sejamos, jamais iremos impedir 100 por cento das intrusões", afirmou Michael Daniel, assistente especial do presidente e coordenador de segurança cibernética, aos jornalistas no boletim antes da divulgação da proposta orçamentária.

Obama ainda irá assinar nesta terça-feira uma ordem executiva para criar um Conselho de Privacidade Federal permanente que terá como meta conectar autoridades de privacidade de todo o governo para que desenvolvam diretrizes abrangentes para a coleta e armazenamento de dados pessoais.

Prioridades de gastos para 2017 em orçamento final da Casa Branca

presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs um plano de gastos para o ano fiscal de 2017 de 4,1 trilhões de dólares nesta terça-feira, em um Orçamento final da Casa Branca que evidenciou suas prioridades, que vão do combate ao Estado Islâmico à ajuda aos mais pobres.

O Orçamento para o ano fiscal com início em 1º de outubro é em grande parte um documento político e é improvável que seja aprovado pelo Congresso controlado pelos republicanos.

Mas dá ao presidente democrata, que deixa o cargo em janeiro, a chance de fazer um último arremesso para o financiamento em questões como educação, reforma da justiça penal e criação de empregos.

A proposta de gastos ficou dentro dos limites de um acordo alcançado entre a Casa Branca e o Congresso no ano passado que levantou cortes obrigatórios em defesa e gastos domésticos.

"Meu Orçamento faz investimentos críticos ao aderir ao acordo orçamento bipartidário assinado em lei no ano passado", escreveu Obama no documento. "Ele também reduz os déficits e mantém o nosso progresso fiscal através da poupança inteligente de cuidados de saúde, imigração e reformas fiscais".

O orçamento proposto prevê um déficit de 503 bilhões de dólares no ano fiscal de 2017 depois de um déficit de 616 bilhões de dólares no orçamento no ano fiscal atual que se encerra em 30 de setembro.

Ele se destina a reduzir os déficits em 2,9 trilhões de dólares em 10 anos, em grande parte por meio de incentivos fiscais menores para assalariados ricos, novas economias no sistema de saúde Medicare e suposições que a adoção de suas políticas iria impulsionar o crescimento econômico.

"Esse documento ... será a visão final de como o presidente estabelece o futuro fiscal para o país", disse Joel Friedman, vice-presidente para a política fiscal federal, no Centro de Orçamento e Prioridades Políticas.

"Eu não acho que ninguém espera que seja aprovado este ano. Os republicanos não irão abraçá-lo, mas isso não significa que não vai ser um documento útil."

O Congresso pode avançar em elementos do orçamento sem endossar toda a proposta.



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