COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Geopolítica

08 de Novembro, 2013 - 11:11 ( Brasília )

EUA planejam separar NSA do Comando do Ciberespaço em 2014


O governo dos Estados Unidos planeja compartimentar a direção da Agência de Segurança Nacional  (NSA, na sigla em inglês), encarregada do monitoramento das comunicações, para retirar do órgão a defesa do ciberespaço.

Atualmente, ambas as divisões estão sob o comando do general Keith Alexander.

A proposta lançada pela Casa Branca pode ajudar a atenuar os temores com uma agência de Inteligência todo-poderosa, alvo de críticas depois das revelações de espionagem das comunicações de cidadãos e líderes mundiais tornadas públicas pelos vazamentos do ex-analista da NSA Edward Snowden.

A possibilidade de dividir as atribuições provoca forte resistência, especialmente no Pentágono, que defende a economia feita com ambas as divisões sob um único comando.

Enquanto a missão da NSA é espionar as comunicações que passam pela Internet, a do comando encarregado pelo ciberespaço é proteger as redes militares de ataques de hackers.

Desde sua criação em 2009, o Comando para o Ciberespaço é dirigido pelo general Alexander, que acumula a função de diretor da NSA desde 2005.

"O processo atual permite se assegurar de que as duas organizações se complementem de maneira eficaz. Dito isso, constantemente avaliamos nossas estruturas de comando interno para garantir que estamos bem organizados", disse à AFP o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Damian Pickard.

Embora ter ambas as divisões sob um único comando permita economizar recursos, especialmente em termos de pessoal, cada organização tem "pontos fortes e pontos fracos diferenciados", reconheceu Pickard.

Nenhuma decisão foi tomada até agora, e o general Alexander manterá sua dupla função até sua aposentadoria prevista para a primavera de 2014 (hemisfério norte) - de acordo com um dos funcionários entrevistados pela AFP, sob a condição do anonimato.

Se a direção da NSA for separada do Comando do Ciberespaço, uma das possibilidades será a de confiar a gestão da agência de Inteligência a um civil e não a um militar, como foi o caso desde seu início em 1952 - de acordo com as mesmas fontes.