COBERTURA ESPECIAL - Crise - Pensamento

26 de Agosto, 2017 - 13:00 ( Brasília )

Comentário Gelio Fregapani - Qual será o saldo do governo Temer? Da Guerra, da Paz Armada e da Segurança Pública




Assuntos principais: Qual será o saldo do governo Temer?  Da Guerra, da Paz Armada e da Segurança Pública

 
Qual será o saldo do governo Temer?

Ainda não dá para saber. O Governo Temer fez coisas boas como baixar os juros e dado um "chega pra lá" no infantil esquerdismo do PT, incluindo o corte do auxílio aos outros países em detrimento do nosso. Pode ainda ser creditado a ele um freio nos exageros ambientalistas que nos tem travado o progresso, o arrefecimento dos artificiais conflitos de gênero e do incentivo ao ódio racial e ainda a intenção de fazer algumas reformas, que ainda estão em debate. 

A grande transformação do País, via lava-jato não é obra deste governo nem do anterior, mas de um juiz, com o apoio entusiástico da opinião pública, pois ambos os governos paralisariam a lava-jato se pudessem.

Entretanto, o governo Temer, desde que assumiu, sob a justificativa de resolver pretensa crise fiscal, dedica-se a propor e implementar o desmonte sistemático das realizações dos governos militares, que levaram o nosso Brasil a passar da condição de mero exportador de produtos primários à de uma das maiores economias do mundo.

Entre as medidas maléficas está a desastrosa privatização/desnacionalização da indústria e a venda dos recursos naturais. Em lugar de cortar as inúteis despesas do Legislativo e as exageradas despesas do Judiciário, para fazer caixa, Temer prefere vender as estatais, os aeroportos, a Amazônia e os recursos como o pré-sal, imitando a estória do filho que vendeu a casa que herdou do pai e teve que a alugar, ficando em pouco tempo sem a casa e sem o dinheiro.

Ainda é cedo para que a História julgue o governo Temer, mas o saldo que tinha por suas medidas boas já se esvaiu. Volta e meia são lançadas medidas errôneas, como essa da livre entrada de estrangeiros, inclusive jihadistas, e com privilégios negados aos nacionais, além das vendas ao estrangeiro dos recursos naturais.

No momento as grandes empresas nacionais ou quebraram ou são impedidas pela lava-jato de trabalharem para o governo, formando uma reserva de mercado às avessas, provocando o desemprego e propiciando o esvaziamento da economia pela crescente remessa de lucros.

Um julgamento do atual governo ainda é prematuro mas este caminho leva ao precipício. Daí pode sair o esfacelamento da unidade nacional ou uma revolução e Temer poderá figurar como um êmulo de FHC.

Há quem pense que ele deva ser retirado antes que venda o País, mas certamente não pensa que o substituto legal pode ainda ser pior.

Aguentemos até as eleições.
 
Petrobras, olhando além do horizonte
 
“Para desenvolver uma indústria própria é necessário que haja obrigatoriamente um grande conteúdo nacional nas encomendas da Petrobrás, mesmo que seja mais caro e de qualidade inferior, pois só com encomendas se cria, mantém e desenvolve a indústria.  Não devemos embarcar em um novo ciclo do tipo colonial evitando a exportação de petróleo cru, como parece ser a intenção da equipe econômica, principalmente por multinacionais que visam apenas resultados de curto prazo para acionistas arriscando a esgotar prematuramente as nossas reservas.

É imperioso agregar valor ao petróleo com sua transformação em mercadorias úteis, por meio do refino, da petroquímica, da química fina, da indústria de fármacos e fertilizantes. Caso nos descuidemos a atual equipe econômica talvez (ganhando propinas) ponha a venda muitas partes da Petrobrás para transformá-la em uma pequena companhia apenas de exploração de petróleo, que não possa ser usada na grande estratégia nacional. E eles têm até outubro de 18 para isto.

Da Guerra, da Paz Armada e da Segurança Pública

Muito raramente ou mesmo nunca os motivos oficiais para a guerra se revelaram verdadeiros, nem nas grandes guerras do século passado  nem nas deste século, quer seja contra o Afeganistão (resposta ao 11-de-Setembro? ) nem no Iraque (posse de armas de destruição maciça) nem na Líbia,  nem na Síria, portanto, quem deseja a paz, que prepare a guerra; quem almeja a vitória, que instrua com esmero seus soldados; quem aspira a resultados favoráveis, que lute confiando na técnica militar e não no azar. Os mal intencionados só não ousam provocar a quem sabem que lhes podem causar danos insuportáveis e isto significa posse de armas nucleares e capacidade de enviá-las

É bastante similar a questão da Segurança Pública; O desarmamento das pessoas de bem atraem os assaltantes pela expectativa que eles não terão como se defender. Havendo expectativa de reação armada, 90% dos bandidos desistiriam de sua intenção malévola.

Quando éramos como a Suíça

Todos sabem que uma população armada torna quase impossível a ocupação de seu território Os paradigmas dessa filosofia certamente são a Suíça e ao EUA. A Suíça nem foi atacada na II Guerra e é conhecida a resposta do Almirante Yamamoto quando foi sugerido invadir a costa Oeste e destruir rapidamente o ainda pequeno exército dos EUA: " Impossível. Todos eles têm armas e atrás de cada árvore encontraremos um homem com um fuzil.

 Época houve em que éramos como a Suíça é hoje; na Terra de Santa Cruz não havia proibição de posse de armas; ao contrário, chegava a ser obrigatório. Já em 1542 a Câmara de São Vicente, para formar uma milícia de colonos e índios amigáveis pedia a todos que se armassem para colaborar na defesa da região e em 1548 o Rei de Portugal determinou que os colonos deveriam possuir armas. Os senhores de engenho e fazenda obrigavam-se a ter quatro 4 peças de artilharia, espingardas, bestas, lanças e espadas. Os colonos deviam ter ao menos uma arma, sob pena de multa.

A defesa da terra repousava numa reserva que dispunha de suas próprias armas e que as vezes foi a força principal do País, como em Guararapes e nas guerras no Sul. Éramos como hoje é a Suíça e dava certo.

O Criador nos deu desafios. Cabe a nós os enfrentar com coragem, com força e com fé

Gelio Fregapani
Obs:   Vender a Casa da Moeda? 
A sabedoria popular diz: “Quem se desfaz do que tem, a pedir vem"


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