COBERTURA ESPECIAL - Expansão Chinesa - Geopolítica

12 de Janeiro, 2017 - 10:10 ( Brasília )

Tillerson diz que EUA precisam sinalizar que acesso da China a ilhas artificiais será negado


Os Estados Unidos deverão enviar um claro sinal à China de que a construção de ilhas artificiais no Mar do Sul da China deve parar e que o acesso chinês a essas ilhas não será permitido, disse o indicado do presidente eleito Donald Trump ao Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

Rex Tillerson disse em sua audiência de confirmação no Senado que a construção de ilhas artificiais pela China e a colocação de centros militares nestas ilhas era "semelhante à Rússia tomar a Crimeia".

Questionado se ele apoiava uma postura mais agressiva com relação à China, ele disse: "Teremos que mandar à China um sinal claro de que primeiro a construção de ilhas para e depois que o seu acesso a essas ilhas também não será permitido".

Taiwan mobiliza jatos e navios militares após passagem de porta-aviões da China no Estreito de Taiwan

Taiwan mobilizou jatos e embarcações da Marinha nesta quarta-feira após um grupo de navios de guerra da China, liderados por seu único porta-aviões, ter passado pelo Estreito de Taiwan, no mais recente sinal de tensão entre Pequim e a ilha autogovernada. 

O porta-aviões chinês Liaoning, construído pela União Soviética, voltava de exercícios no Mar do Sul da China e não estava em águas territoriais de Taiwan, mas entrou em sua zona de identificação de defesa aérea, informou o ministério da Defesa taiuanês. 

Como resultado, Taiwan movimentou jatos e navios da Marinha para "vigiar e controlar" a passagem de embarcações chinesas em direção ao norte pelo mar que separa a ilha da China continental, disse o porta-voz do ministério Chen Chung-chi.

A principal representante de Taiwan para assuntos com a China pediu para que Pequim retomasse o diálogo, após canais oficiais de comunicação terem sido cortados em junho. 

"Eu quero enfatizar que nosso governo tem capacidade suficiente de proteger nossa segurança nacional. Não é necessário pânico", disse Chang Hsiao-yueh, ministra do Conselho de Relações com a China Continental de Taiwan, durante coletiva de imprensa.

"Por outro lado, quaisquer ameaças não beneficiariam os laços entre os lados do Estreito", disse ela.

Segundo a China, o Liaoning realizava um exercício para testar armas e equipamentos no contestado Mar do Sul da China, e seus movimentos estavam de acordo com a lei internacional.

Filipinas esperam que “código de conduta” sobre Mar do Sul da China esteja pronto neste ano

As Filipinas, buscando melhorar a relação com a China, esperam que um plano de trabalho para a criação de um código de conduta no disputado Mar do Sul da China esteja completo em meados deste ano, disse o ministro de Relações Exteriores nesta quarta-feira.

Perfecto Yasay disse que o código ajudaria a reduzir as tensões nas águas, onde a China começou a militarizar ilhas artificiais após as Filipinas terem entrado com um pedido de arbitragem contra Pequim em Haia.

O tribunal decidiu no ano passado a favor de Manila, recusando as reivindicações da China sobre a região. Mas a decisão não estará na agenda da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), disse um representante das Filipinas na semana passada.

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, reiterou no mês passado querer evitar confronto com a China e disse não ver necessidade de pressionar Pequim a cumprir a decisão da corte.

O código de conduta garantiria que membros da Asean e a China sigam processos legais e diplomáticos na resolução de disputas territoriais, disse Yasay. 

O vice-ministro de Relações Exteriores da China, Liu Zhenmin, estava negociando com a Asean a fim de completar um plano de trabalho preliminar no primeiro semestre, mas alertou que o próximo estágio de consultas pode ser “mais árduo”.