COBERTURA ESPECIAL - Brasil-Ucrania - Geopolítica

23 de Março, 2020 - 02:30 ( Brasília )

Ucrânia- Novo Ministro da Defesa Andrey Taran busca maior aproximação com o Brasil

Em 4 de março de 2020, o Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky nomeou um novo Ministro da Defesa da Ucrânia, Major-General na reserva Andrey Taran.

Nota

Texto em Inglês

Ukraine New Defense Minister plans for more cooperation with NATO

Editor

Em seu primeiro discurso à liderança do Ministério da Defesa da Ucrânia e do Estado Maior, o Ministro da Defesa da Ucrânia, o Major-General Andriy Taran, enfatizou que a adaptação completa das Forças Armadas da Ucrânia aos padrões da OTAN em um futuro próximo um futuro próximo.

Esta declaração é baseada nos seguintes fatos.

Em 2019, a Ucrânia adotou uma Constituição, que define claramente um curso estratégico para a integração europeia e euro-atlântica.

Para alcançar a interoperabilidade entre as forças de defesa da Ucrânia e os estados membros da OTAN, a Ucrânia participa da formação de objetivos de parceria, que são a base para a implementação dos documentos necessários da OTAN nas Forças Armadas da Ucrânia.

O Ministério da Defesa da Ucrânia estabeleceu um processo claro para monitorar a implementação dos padrões da OTAN nas Forças Armadas. Em 2020, novas metas de parceria serão definidas para os próximos dois anos.

Essa cooperação aumentará significativamente a capacidade da Ucrânia de defender sua integridade e independência territorial.

O Ministro da Defesa da Ucrânia identificou objetivos claros para o Ministério da Defesa em 2020, que são maximizar a interoperabilidade das Forças Armadas com as forças dos Aliados, além de acelerar a modernização tecnológica usando tecnologias de ponta e criar um programa bem desenvolvido para o desenvolvimento de armas e equipamentos militares.

Isso só pode ser alcançado com o apoio e assistência dos parceiros estratégicos da OTAN. O objetivo final da Ucrânia é o retorno de todos os territórios ocupados temporariamente, a interrupção da agressão armada russa e a restauração da paz e ordem internacionais, que foram tão artisticamente negligenciadas pela primeira vez desde 1945.

No momento, ninguém, exceto a OTAN, é capaz de ajudar a Ucrânia nisso.

Assim, não há dúvida de que o caminho para a criação de Forças Armadas de alto perfil, credíveis e credíveis reside apenas em trabalhar em estreita colaboração com os parceiros da OTAN.
 

Taran Andrii
Ministro de Defesa da Ucrânia

Nasceu em 1955, em Frankfurt (Oder), Alemanha

Graduado na Universidade de Kiev, Higher Anti-Aircraft Missile Engineering.
Andrii Taran serve desde Agosto1972, passou para a reserva como Tenente-General, em Dezembro 2016.

Iniciou como sub-comandante de uma Bateria de Defesa Aérea.

Andrii Taran assumiu diversos comandos e postos de Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.

Após receber um Master Degree da US National Defense University, ele continuou para servir no U.S. Department of Defense.

Andrii Taran foi adido militar na Embaixada da Ucrânia nos Estados Unidos e representante do Ministério da Defesa da Ucrânia nas Nações Unidas.

Participou nas operações antiterroristas nas regiões de Donetsk e Luhansk. Atuou como  Head of the Joint Center for the Control and Coordination of Ceasefire and Stabilization of the Demarcation Line.

Andrii Taran participou dos trabalhos do Trilateral Contact Group nas negociações das regiões de Donetsk e Luhansk.

Em 04 Março 2020 indicado como Ministro da Defesa da Ucrânia.

Andrii Taran recebeu várias comendas como a Order of Bohdan Khmelnytsky de segunda e terceira classe, além de várias honrarias do Ministério de Defesa da Ucrânia e outras instituições do país.

Casado com filhos.

 

Nota DefesaNet

O Brasil, que é um aliado dos Estados Unidos extra OTAN e a Ucrânia, que está no caminho da adesão à organização atlântica, tem muitos acordos em andamento, não apenas no nível de desenvolvimento das Forças Armadas, mas também na indústria de defesa.

A assinatura do Acordo de RDT & E pelo Brasil e EUA não apenas expandirá a cooperação com os EUA, mas também possibilitará a entrada nos mercados dos 28 estados membros da OTAN. Isso significa que a indústria de defesa brasileira também deve seguir os padrões da OTAN.

Depois que o ex-país fraterno, como é jocosamente chamada a Federação Russa, anexou ilegalmente a península ucraniana da Crimeia, em 2014 e desencadeou uma guerra no leste do país em 2014, ocupando parte da região de Donbass, a indústria de defesa ucraniana cortou completamente todos os laços tecnológicos e econômicos com a Rússia.

No processo de substituição dos componentes russos, a indústria ucraniana está adotando os padrões da OTAN. Um exemplo prático é o calibre de obuseiros, com o russo 152mm e o ocidental padronizado em 155mm.

Dado que "duas cabeças pensam melhor que uma", dois países distantes e completamente independentes, como Brasil e Ucrânia, deveriam aproveitar as oportunidades que se abrem no caminho para a OTAN. A combinação, é claro, da troca de experiências e tecnologia, pode ajudar nossos países a alcançar um sucesso significativo na produção e comercialização de novos produtos de defesa.

Mais recentemente a Ucrânia e a EMBRAER estão discutindo as possíveis oportunidades do Supert Tucano na Força Aérea da Ucrânia. Também em 2020 foram iniciadas discussões sobre a possível participação de um Contingente de Paz das Forças Armadas Brasileiras sobre o mandato das Nações Unidas.

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