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27 de Julho, 2018 - 18:40 ( Brasília )

FÓRUM de Defesa da FIRJAN: Chefe do Estado-Maior Conjunto Apresenta Desafios e Estratégia da Forças Armadas





As estratégias de atuação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) na greve dos caminhoneiros em maio deste ano e o acolhimento dos imigrantes venezuelanos que chegam ao país pela Região Norte. Esses foram os principais temas abordados pelo Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho, chefe da instituição, durante uma palestra promovida pelo Fórum de Defesa da FIRJAN na quinta-feira (26/7) na sede do órgão. O evento contou com integrantes do setor de Defesa e Segurança e também das Forças Armadas.

Para ilustrar os desafios enfrentados pelas Forças Armadas, o chefe do Estado Maior destacou a complexidade da Operação São Cristóvão, ação do Exército em meio a greve dos caminhoneiros que contou com um contingente de 30 mil homens ao redor do país. O objetivo, segundo o almirante, era desobstruir as vias e manter a ordem para impedir uma crise de abastecimento. Dentre os obstáculos enfrentados no processo, Sobrinho citou a falta de uma liderança organizada entre os caminhoneiros e os impasses logísticos.



“O Brasil estava parando. Por causa da liderança difusa, a greve era um bolo de linhas cheio de pontas. Quando a gente tentava puxar uma, só apertava cada vez mais. Por isso, tivemos que desfazer nó por nó. Além disso, inicialmente o movimento foi amplamente apoiado pela população e pela imprensa”, afirmou Ademir Sobrinho. Como alternativa, as Forças Armadas escoltaram 13 mil caminhões de combustível e 600 de alimentos para driblar os 600 pontos de bloqueio em estradas brasileiras.

Acolhimento dos refugiados venezuelanos

As estratégias para lidar com o fluxo migratório de venezuelanos também foram apresentadas pelo chefe do Estado Maior. De acordo com Sobrinho, os 10 abrigos construídos pelas Forças Armadas em Roraima alojam atualmente 4.850 pessoas vindas do país vizinho. A estimativa é de que um terço desse número seja composto por crianças. No total, esses locais de acolhimento oferecem cerca de 12 mil refeições por dia, além de atendimento médico aos imigrantes e kits de higiene pessoal.

Diariamente, cerca de 400 venezuelanos atravessam a fronteira em busca de melhores condições de vida, apontam os dados das Forças Armadas. Com o objetivo de atender essa demanda, a previsão do Exército é de mais um abrigo, com capacidade para mil imigrantes, seja entregue no mês de agosto. Entretanto, o Almirante Ademir Sobrinho destacou que o ideal é que o tempo de estadia nos abrigos seja de, no máximo, três meses.

Para isso, Sobrinho defendeu a importância da realocação dessas pessoas para outros estados do país, considerando que Roraima, além de possuir um território pequeno, não é autossuficiente do ponto de vista econômico. “Não temos perspectiva de resolução para os problemas da Venezuela. Por isso, mesmo com a construção de abrigos, essa questão só será contornada através da interiorização desses imigrantes e a geração de empregos”, explicou o almirante, ressaltando que, no total, apenas 800 venezuelanos foram realocados de Roraima para outros destinos brasileiros.

Importância do Setor de Defesa e Segurança

A atuação das Forças Armadas nos casos apresentados pelo chefe do Estado-Maior foram elogiadas por Carlos Erane, presidente do Fórum de Defesa da Firjan, durante o evento que teve a participação de integrantes do mercado de Defesa e Segurança e das Forças Armadas. Dentre os presentes, estavam o General Pimentel, representante do Gabinete de Intervenção no Rio de Janeiro, Carla Pinheiro, presidente do conselho do SEBRAER Rio e o Almirante Edésio Teixeira do Comando do Estado-Maior.

Carlos Erane defendeu ainda a importância do diálogo entre o setor público e privado para garantir crescimento social e econômico do país. “Sem Defesa e Segurança, não há desenvolvimento. Há muito tempo temos falado sobre isso, mas ultimamente, tem ficado cada vez mais claro. Entretanto, a segurança pública não se resolve de um dia para o outro. Por isso, precisamos ampliar os debates com todos os agentes envolvidos”, afirmou o presidente do Fórum de Defesa da FIRJAN.



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