29 de Janeiro, 2013 - 09:10 ( Brasília )

Aviação

Horus realiza missão de defesa em Xerém

VANT da Flight Technologies foi utilizado pela Defesa Civil do Rio de Janeiro para fazer levantamento aéreo das áreas atingidas pelas chuvas

A empresa Flight Technologies, localizada em São José dos Campos e pioneira no desenvolvimento de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), foi convidada pela Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro para fazer um levantamento aéreo das áreas atingidas pelas fortes chuvas no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no início deste mês.

O objetivo das autoridades locais é saber qual a real condição dos terrenos da região. A empresa disponibilizou o VANT Horus, que foi equipado com câmera de aerofotografia e câmera de vídeo e fez o mapeamento de um território com 15 quilômetros de raio.

A Flight levou quatro técnicos para o local e o serviço foi realizado entre os dias 15 e 16 de janeiro. As informações adquiridas pelo VANT foram encaminhadas para o Centro Estadual de Administração de DESASTRES – CestAD,do Departamento Geral de Defesa Civil – DGDEC do Estado do Rio de Janeiro e, com os resultados, a Defesa Civil poderá elaborar de forma mais precisa o planejamento das ações de recuperação da região.

Segundo Nei Brasil, presidente da Flight, o serviço com o VANT é de extrema importância nessas situações, pois “com as imagens o pessoal da Defesa Civil consegue ter um rico material para tomar decisões mais assertivas. Instalamos um centro de comando e controle a cinco quilômetros ao sul de Xerém. A demanda era coletar informações das principais pontes e do leito do rio, verificar como estava, desde a nascente até a entrada na cidade. Fizemos toda a captação por imageamento por vídeo e aerofotografia”, explica o executivo.

Para o coronel Douglas Paulich Júnior, diretor geral do Departamento Geral de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, “o trabalho realizado em parceria com a Flight é de muita importância, pois tivemos a chance de ver imagens feitas logo após o desastre, com isso, podemos analisar as modificações do relevo, do leito do rio. Vimos muitas coisas interessantes com o estudo, como construções irregulares e o que foi destruído. Assim, poderemos tomar decisões com base nesse trabalho não apenas para este momento, mas também para o futuro”, comenta o diretor.