16 de Janeiro, 2013 - 09:19 ( Brasília )

Aviação

Aéreas japonesas suspendem operações de aviões Boeing 787

All Nippon Airways e Japan Airlines decidiram deixar aviões no chão. Nesta sexta, outro modelo Dreamliner fez pouso de emergência após falha.

As companhias aéreas japonesas All Nippon Airways (ANA) e Japan Airlines (JAL) decidiram nesta quarta-feira (16) suspender as operações de seus Boeing 787 depois que um desses aviões realizou uma aterrissagem de emergência no sul do Japão devido a um problema em uma bateria.

É a sexta falha registrada por um desses modelos em dez dias.

A ANA deixará em terra todos os seus 17 Boeing 787, confirmou a cadeia "NHK", depois que seu voo 692, entre a cidade de Yamaguchi, no sudoeste do país, e Tóquio, precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto de Takamatsu.

m representante da JAL confirmou  que a companhia suspenderá "pelo menos hoje" as operações de seus 787, que fariam quatro voos desde Tóquio nesta quarta, e o Ministério dos Transportes qualificou as avarias de "incidente sério" e prometeu revisar a fundo os aviões.

Apenas um dos sete Boeing 787 Dreamliner da JAL se encontra em trânsito neste momento, explicou o porta-voz da companhia, que ainda emitirá um comunicado oficial sobre o assunto.

O ministro porta-voz japonês, Yoshihide Suga, assegurou que o Ministério dos Transportes inspecionará a fundo os 787 da JAL e da ANA para certificar sua segurança e confirmou que a aterrissagem de emergência do voo 692 deixou cinco pessoas levemente feridas.
 

Em 7 de janeiro, uma bateria de lítio de um 787 da JAL que se encontrava parado no aeroporto de Boston, sem ninguém a bordo, se incendiou, enquanto no dia seguinte o voo de outro 787 foi atrasado devido a um vazamento de combustível.

Em 9 de janeiro, a ANA cancelou um voo por 'problemas com os freios', e dois dias depois uma aeronave da JAL registrou rachaduras em uma janela na cabine e outra sofreu um vazamento de óleo.

A americana Boeing entregou o primeiro modelo do 787 Dreamliner há 15 meses, e atualmente oito companhias distintas repartem os 49 aviões operacionais.