12 de Março, 2015 - 10:45 ( Brasília )

Aviação

Operação Carranca - Será concluída na próxima sexta (13) com novidades

Atividades do maior exercício simulado de busca e salvamento da América Latina ocorrem em Base Aérea de Florianópolis (BAFL)

A simulação de evacuação aeromédica em plataformas de petróleo e o emprego de cães adestrados para a identificação de vítimas são algumas das novidades da Operação Carranca 4, que está sendo realizada em Florianópolis (SC).

A participação da aeronave de patrulha P-3AM Orion também é um dos destaques do maior exercício simulado de busca e salvamento da América Latina.

As atividades estão na fase de integração, com a simulação de missões em diversos ambientes, e continuam até a próxima sexta-feira (13).


Operação Carranca

A Operação Carranca deve mobilizar mais de 350 militares em operações de treinamento em terra e no mar.

Realizadas na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), a operação é uma preparação para as missões reais de busca e salvamento. Durante duas semanas, aviões de busca, helicópteros de salvamento e um navio da Marinha receberão diversas missões, como localizar e resgatar náufragos, embarcações à deriva, aeronaves acidentadas e pilotos ejetados.


Cães participam de missões de Busca e Salvamento em Florianópolis

As missões de busca e salvamento realizadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) têm um papel fundamental na vida do cidadão brasileiro e agora poderão contar com um reforço inusitado: cães farejadores. Os animais já treinam lado a lado com militares para localizar aeronaves, tripulantes e passageiros desaparecidos. Thor, Lora e Rita, respectivamente dois labradores e uma foxhound, participam nesta semana do Exercício Carranca 4, realizado na Base Aérea de Florianópolis (BAFL). 



Os três cães e sete integrantes do Grupo de Apoio à Força Aérea Brasileira (GAFAB) acompanham diariamente várias simulações por terra durante a manobra militar. O objetivo é integrar os animais aos ambientes com aeronaves para que, futuramente, participem de missões de busca a aeronaves e tripulantes desaparecidos.

Nessa terça-feira (10), durante uma simulação da queda de aeronave, um militar ferido abandonou o local do acidente e iniciou uma caminhada pela mata. Após aproximadamente 300 metros, a vítima deitou no chão e aguardou socorro. Thor, Lora e Rita e respectivos condutores receberam como pista um pedaço de roupa da vítima, coletada num saco plástico esterilizado. Após uma caminhada com pequenos desvios, os animais percorreram caminhos distintos, mas conseguiram localizar o militar com êxito. Isso só foi possível graças ao olfato canino (no mínimo cinco vezes mais aguçado que o de um ser humano) e o adestramento, realizado  no projeto do GAFAB.

Os cães ainda superaram as dificuldades climáticas da região e, também, situações específicas de uma manobra militar, como o barulho e o sopro do helicóptero H-60 Black Hawk.

Há dois anos, cães do GAFAB participam de treinamentos com o foco na localização de vítimas de acidentes e demais catástrofes. O trabalho faz parte do Projeto Cão de Busca e Salvamento, atividade atualmente desenvolvida por 15 integrantes do grupo. Segundo o presidente do projeto, Marcelo Kraide Soffner, é um privilégio essa parceria com a FAB. “É uma grande satisfação participar da Carranca. Tenho certeza que será um aprendizado para os dois lados.”


Treinamento

Basta substituir a coleira do pescoço para o peitoral que o cão percebe que o trabalho de busca e salvamento se inicia. O animal sempre é acompanhado pelo condutor, uma pessoa responsável pelo adestramento e que mantém uma relação afetiva com o cão. O binômino (cão + condutor, como é chamado) tem como foco exclusivo a preservação do animal que segue rumo ao destino direcionado pelo faro. Atrás deles está um backup, geralmente constituído por uma ou duas pessoas que dão suporte no caminho, como o desvio de galhos e outros obstáculos.

Quando a vítima é localizada, o cão recebe uma ração ou um pedaço de comida. Tecnicamente o agrado ao animal é um estímulo chamado de reforço positivo, quando ele entende que existe mérito em concluir a missão com êxito. “Para o cão é como se fosse uma brincadeira”, declara Marcelo.


GAFAB

A admiração pelo Esquadrão Pelicano, única unidade da FAB dedicada exclusivamente a realizar missões de Busca e Salvamento, fez com que integrantes do GAFAB hoje utilizassem a cor laranja nos uniformes. A cor foi padronizada universalmente para essas atividades.

Há mais de 15 anos, o GAFAB é uma instituição que fornece apoio e suporte logístico a militares durante missões em Piracicaba e região. Atualmente os cães participam de um trabalho de recuperação de pacientes nos hospitais, chamado de sinoterapia. Essa atividade ajuda no estímulo de pacientes debilitados com câncer e outras doenças. O apoio também é estendido a asilos e demais instituições.