23 de Maio, 2011 - 10:12 ( Brasília )

Aviação

Erupção vulcânica na Islândia não deve afetar tráfego aéreo europeu

Atividade do vulcão Grimsvotn fechou o tráfego aéreo na Islândia. Segundo autoridades, voos europeus não devem sofrer os mesmos impactos causados pelo Eyjafjallajokull, em abril de 2010.

A erupção do Grimsvotn, vulcão mais ativo da Islândia, neste sábado trouxe o temor da volta do caos aéreo registrado em abril do ano passado, que foi também provocado pela atividade vulcânica naquele país.

No entanto, as autoridades aéreas tranquilizaram os passageiros neste domingo (22/05): "Atualmente, não há impactos nos voos europeus ou transatlânticos e a expectativa é que a situação permaneça desta maneira nas próximas 24 horas", declarou a Eurocontrol, a agência europeia para a segurança aérea.

De Bruxelas, a instituição informou que "os operadores estão sendo informados constantemente da evolução da situação". Até a tarde deste domingo, o principal aeroporto da Islândia permanecia fechado.

As nuvens de fumaça expelidas pelo Grimsvotn atingiram 20 quilômetros de altura, e estima-se que essa seja uma erupção mais forte do que a última vez em que o vulcão voltou à atividade, em 2004. Grimsvotn está localizado na geleira de Vatnajokull – a maior da Europa – na região sudeste do país.

Espaço fechado na Islândia

A Eurocontrol informou que irá discutir os efeitos da erupção e possíveis medidas para administração do tráfego aéreo juntamente com os centros vulcânicos de Londres e Toulouse, na França.

Segundo a autoridade aeroportuária da Islândia (Isavia), "a previsão de distribuição de cinzas para as próximas horas mostra que as cinzas do vulcão irão se espalhar pela Islândia neste domingo, provocando o fechamento da maioria dos aeroportos ao longo do dia."

Apesar do encerramento do espaço aéreo islandês, a Isavia e cientistas acreditam que a erupção do Grimsvotn não irá provocar o caos nos transportes aéreos, como aconteceu com as erupções do Eyjafjallajokull.  

Grimsvotn registrou as maiores atividades em 1922, 1933, 1934, 1938, 1945, 1954, 1983, 1998 e em 2004, sendo que a maioria das erupções durou entre uma e três semanas. 

NP/rts/lusa
Revisão: Carlos Albuquerque