COBERTURA ESPECIAL - America Latina

24 de Abril, 2013 - 12:12 ( Brasília )

Venezuela Militariza o Setor Elétrico

O Governo Nicolás Maduro surpreendeu ontem quando publicou na Gaceta Oficial (Diário Oficial) decreto de Emergência no setor Elétrico Venezuelano. Autorizou a “proteção” militar das instalações de geração e transmissão de energia.

 
DefesaNet Agência de Notícias

 
O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou uma "emergência" de 90 dias no setor elétrico do país, nesta terça-feira, para acelerar os trabalhos em infraestrutura e a importação de equipamentos necessários para evitar cortes no fornecimento de energia.
 
Em um decreto publicado na Gaceta Oficial, que circulou na tarça-feira (24ABR), o Governo Maduro instruiu a estatal Corpoelec a garantir a continuidade de serviço de geração e distribuição de energia elétrica e ordenou às Forças Armadas “protegerem” as instalações. É uma resposta aos discursos de campanha de Maduro que denunciou que os cortes de energia eram sabotagens.

O  Vice-Presidente Executivo da República, Jorge Arreaza, assinalou durante a  reunião que manteve com os integrantes do “Estado Mayor Eléctrico”:  “vamos  militarizar todas as instalações elétricas que agora passam a serem zonas de segurança, para proteger evitar quaisquer atos de sabotagem”.

O Major-General Wilmer Barrientos, que ocupa o “Comando Estratégico Operacional de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana” (CEOFANB), assumiu o Comando  Estratégico de Energia Elétrica, manifestou que uma de suas prioridades será agilizar a demarcação das estações elétricas como “zonas de segurança”. “Estamos buscando mecanismos para que sejam declaradas zonas de segurança o mais rápido possível”, afirmou o General Barrientos.

Durante a primeira reunião do “Estado Mayor Eléctrico”, o General Barrientos exortou os venezuelanos a trabalha pelo bem da pátria: “É um tema de segurança nacional, porque cada vez que há uma interrupção por uma mente irracional prejudica a grandes setores da população,  afeta a economia nacional e familiar”.

Em referência a presumíveis atos de vandalismo contra o sistema elétrico, assinalou que “ficou demonstrado, nos últimos dias,  que mentes perversas vinham atuando para sabotá-lo”.

A propósito da “militarización” do Setor Elétrico, afirmou: “Não militarizaremos como uma força arbitrária, estaremos atendendo ao que estabelece a estabelece a constituição, colaborar e contribuir com o desenvolvimento nacional. É  importante que os companheiros trabalhadores da Corpoelec nós vejam como una mão amiga”.

“O povo da Venezuela pode contar que aqui estará a FANB junto a Corpoelec e ao Governo para levar tranquilidade a toda a população que é atingida pelosetor elétrico”, afirmou o general Barrientos..

O Decreto 9, da Gaceta, número 400.828, afirma: “oficializado el estado de emergencia en el Sistema Eléctrico Nacional fue declarado sonad de seguridad todas las estaciones de este sector en el país, las cuales estarán resguardadas por miembros de las FANB”..

Para finalizar, anunciou a criação de um plano a participação da Milícia Nacional Bolivariana, na proteção das linhas e torres de transmissão de energia.

Assim mesmo, afirmou que o “Governo evitará todo tipo de sabotagem e se dedicará a atender ao problema elétrico estruturalmente” e informou que “nos últimos dias ocorreram detenções” e gerentes foram substituídos e investigados.

A Venezuela enfrenta sérios problemas na geração de energia desde o ano de 2010. Com uma seca naquele ano que afetou o nível das represas. Foram adquiridas várias usinas termoelétricas, que têm sido incapazes de atender à demanda. Além de um crescimento no consumo.O governo tem punido os grandes consumidores mas todas as ações não tem resultado em maior confiabilidade do sistema elétrico do país.

Também estão previstos “uso racional” de energia ou mais diretamente racionamento em várias áreas.