FAB firma parceria para estudo e desenvolvimento de novas aeronaves remotamente pilotadas no Brasil

“Precisamos seriar nossa aviação, o sistema de aeronaves não tripuladas, do barateamento dos custos e do respeito à indústria nacional”, pontuou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Marcelo Kanitz Damasceno

A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou, nesta quinta-feira (05/02), um Protocolo de Intenções com a Empresa Stella Tecnologia Indústria e Comercio Aeroespacial LTDA, que desenvolve, fabrica e opera Sistemas/Veículos Aéreos não-Tripulados, conhecidos como Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP) ou Drones, de última geração.

O ato aconteceu na nova sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), inaugurada na última semana, em Brasília (DF). O documento foi assinado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e pelo CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior, com a presença de Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutico e demais Oficiais-Generais da FAB.

Esta é a segunda vez que a Força Aérea firma parceria com a empresa, sendo que, desta vez, os trabalhos deverão durar 60 meses, podendo ser prorrogados. A anterior foi celebrada em 2023 para a definição, de forma coordenada, dos conceitos relacionados aos sistemas e veículos aéreos não-tripulados, além da realização de pesquisas sobre o tema.

Para o Comandante da Aeronáutica, a indústria aeroespacial brasileira pode caminhar com o apoio das Forças Armadas, resultando na alavancagem operacional que ela tanto precisa. “Nós temos tudo para criar resultados duradouros e já começamos isso.

Dando continuidade, juntando as três Forças e priorizando o material nacional, vamos muito longe. Nós temos muita capacidade e as Forças têm que priorizar esse material. Acho que estamos fazendo isso bem neste momento”, afirmou.

O discurso foi endossado pelo CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior, que apontou alguns dos desafios do setor no Brasil. “Talvez, precisemos mais da Defesa, mais do que em qualquer momento da história recente. Então, acho que esse é um grande passo. Muito obrigado por apoiar a indústria nacional, a nossa iniciativa”, destacou.

Se por um lado, a indústria brasileira recebe incentivos, a Defesa Nacional também se beneficia com a modernização das soluções. “O que nós precisamos é seriar a nossa aviação, nosso sistema de aeronaves não-tripuladas, do barateamento do custo, e do respeito à indústria nacional”, acrescentou o Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno.

Texto: Aspirante Natália Borges / Agência Força Aérea

Fotos: Vanessa Sonaly / CECOMSAER

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