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02 de Março, 2022 - 11:20 ( Brasília )

Rússia inicia exercícios nucleares; saiba o que isso significa


Nesta quarta-feira (2), as Forças Armadas russas começaram exercícios com submarinos nucleares lança-mísseis terrestres em regiões do país, mas ainda distante da Ucrânia. No domingo (27), o presidente Vladimir Putin ordenou que fossem posicionadas em alerta grave armas nucleares de represália.

Também nesta quarta, Sergei Lavrov, ministro russo das Relações Exteriores, afirmou que, se houvesse uma Terceira Guerra Mundial, esta seria travada com armas nucleares e seria destrutiva, segundo a agência de notícias RIA.

Enquanto os submarinos trafegavam pelo Mar de Barents, ao leste da Finlândia, os lançadores de mísseis percorriam estradas na Sibéria, no centro-norte da Rússia.

Em comunicado, a Frota do Norte da Rússia informou que vários de seus submarinos nucleares estavam participando de exercícios projetados para “treinar manobras em condições adversas”.

Já o Ministério da Defesa informou que unidades das Forças Estratégicas de Mísseis mobilizaram lançadores de mísseis balísticos intercontinentais Yars em florestas na região de Irkutsk, no leste da Sibéria.

O comunicado também diz que navios de guerra que protegem a península de Kola iriam se juntar ao treinamento.

Mais a leste do país, em Irkutsk, na Sibéria, forças estratégias posicionaram lançadores de mísseis balísticos intercontinentais em florestas da região, segundo comunicado atribuído ao Ministério da Defesa russo pela AP.

Não se sabe se os exercícios têm relação com a ordem de Putin de colocar as forças nucleares em alerta no país, em meio ao conflito com a Ucrânia.

União Europeia não está em guerra com a Rússia

A União Europeia não está em guerra com a Rússia. Isso foi o que declarou Josep Borell, representante máximo do bloco para assuntos de relações exteriores. Em entrevista à rádio espanhola Cadena SER, ele, no entanto, deixou claro que a UE apoia a Ucrânia no conflito armado que já dura sete dias.

“Não estamos em guerra com a Rússia, mas estamos do lado que foi atacado. Entre o agressor e o agredido, não pode existir um ponto de vista neutro, você tem de tomar lados. Temos que condenar, repudiar e fazer o possível para que a agressão armada a um país vizinho pare”, afirmou ele na entrevista.


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