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02 de Março, 2022 - 11:11 ( Brasília )

Rússia pode atacar Moldávia, sugere mapa de presidente de Belarus


O presidente Alexander Lukashenko, da Belarus, afirmou, durante reunião do conselho de segurança de seu país, que a Rússia pode estar planejando um ataque massivo contra a República da Moldávia. Lukashenko é um aliado do presidente Vladimir Putin. Ele usou um mapa, o qual foi compartilhado pelo chefe do Financial Times de Moscou, Max Seddon, no Twitter.

O mapa mostra a Ucrânia dividida em quatro distritos operacionais e tem flechas vermelhas, que aparentemente indicam movimentos de tropas planejados.

Uma dessas setas começa na cidade portuária de Odessa, no Sul da Ucrânia, onde as tropas russas ainda não chegaram, e termina na fronteira com a Moldávia.

Tensão na região da Transnístria

Em janeiro, a inteligência ucraniana avisou que a Rússia poderia iniciar operações falsas na Moldávia, para justificar uma intervenção na região comandada por separatista da Transnístria, que é pró-Rússia, segundo informações do Al Jazeera.

A Transnístria é uma faixa de terra com cerca de 400 mil habitantes, que é internacionalmente reconhecida como parte da Moldávia, mas o governo do país não exerce autoridade sobre a região desde 1992. Tropas russas ficam no local desde então.

Em 2014, depois que Putin conquistou o controle da Crimeia, o líder do parlamento de Transnístria pediu para que a região fosse anexada à Rússia, segundo informações da BBC.

União Europeia não está em guerra com a Rússia

A União Europeia não está em guerra com a Rússia. Isso foi o que declarou Josep Borell, representante máximo do bloco para assuntos de relações exteriores. Em entrevista à rádio espanhola Cadena SER, ele, no entanto, deixou claro que a UE apoia a Ucrânia no conflito armado que já dura sete dias.

“Não estamos em guerra com a Rússia, mas estamos do lado que foi atacado. Entre o agressor e o agredido, não pode existir um ponto de vista neutro, você tem de tomar lados. Temos que condenar, repudiar e fazer o possível para que a agressão armada a um país vizinho pare”, afirmou ele na entrevista.


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