COBERTURA ESPECIAL - Task Force Brazil - Inteligência

12 de Abril, 2022 - 10:10 ( Brasília )

A política monetária de dois gumes do Banco Central


Nota DefesaNet

A condução da Política Monetária pelo Presidente do Banco Central aproxima-se de um caso policial.

É no momento a mais desestabilizadora ação contra o Brasil, e vem  de dentro da própria administração federal.  

Caso fosse planejado (?) no exterior seria um plano perfeito. O vô Roberto Campos deve estar rubro com aas peripécias do neto. 

O Editor


 

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, pode bater com o pé no chão, gesticular, esbravejar, desmentir, mas a verdade é que a política monetária está voltada mais para o câmbio do que para a inflação.

O que, na atual circunstância, não chega a ser um crime de lesa macroeconomia, e, sim, uma reedição do enigma galináceo de quem nasceu antes: o ovo ou a galinha.

O BC diz que só mira a inflação e não o câmbio, que desabou para R$ 4,60. Dois motivos teriam impactado o dólar: os preços das commodities e a astronômica taxa de juros real, que namora os 7% - a expectativa de instituições financeiras, como o Barclays, é de que a Selic alcance 13,75% em junho.

O BC não tem influência sobre os preços das commodities. Mas manda e desmanda nos juros.

A priori o que se diz é que os juros elevados são para baixar a carestia.

Pode ser. Mas é curioso o remédio de juros altos quando a economia rasteja, há uma quebra das cadeias de produção e não se identifica pressão de demanda. Só se o BC considerar que os auxílios dados por Jair Bolsonaro provocarão algum frenesi sobre o consumo, principalmente nos bens de primeira necessidade.

Parece difícil. Há quem diga que o BC faz uma política de dois gumes. Combate a inflação através do câmbio, o que ajudaria também a reduzir a transmissão das cotações das commodities para os preços internos. De quebra, a autoridade monetária afastaria o risco de histerese provocado por uma insegurança crescente em relação às contas públicas. Lembrando que histerese é quando juros altos deixam de ter efeito na inflação.

Mas não deixam de ter no câmbio, pois o fluxo de moeda segue como uma manada para os países que oferecem taxas mais altas.

Os únicos juros no planeta mais altos do que no Brasil são as taxas praticadas na Rússia. Mas aí não conta, pois o país está em guerra e sofrendo sanções de toda a ordem, inclusive o congelamento das suas reservas em bancos estrangeiros.

Com o real fortalecido, as importações tendem a aumentar, e os preços a cair. Tudo muito bom, tudo muito bem. No entanto, a cadeia de transmissão dos juros, câmbio e inflação, mesmo dando certo, também deixa mortos no caminho: a atividade produtiva e o emprego.

Sob esse aspecto vamos mal, com projeções de um PIB inferior a 1% e um desemprego de 12%. A festa é só para o baronato das commodities, com rentabilidade superior a até 300%. Talvez fosse a hora de instituir um imposto sobre o setor, como fazem vários países do mundo, transferindo dinheiro para o combate à pobreza, investimentos em obras públicas e o próprio ajuste fiscal.


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