Southern Spear – Brasil – chegou a hora da verdade

Início da Operação Southern Spear com a captura de Maduro nos primeiros momentos chocou Brasília. O logo da Operação Southern Spear é claro. Brasil é o centro da área de interesse.

Nelson During
Editor-Chefe DefesaNet

As ações realizadas na madrugada deste sábado (03JAN2025) pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na Venezuela, dentro da chamada Operação Southern Spear, que culminou com a captura de Nicolas Maduro e esposa (por Grupo de Forças Especiais Delta), e a destruição dos principais meios de combate das forças armadas venezuelanas deve acender uma luz vermelha na liderança política e militar brasileira.

Está claro que os EUA não somente estão lutando contra o narcoterrorismo, mas buscando controle do petróleo venezuelano, as maiores reservas do mundo e implemetando o chamado Giro para o Hemisfério Ocidental da Estratégia Americana.

Como era esperado, os complexos sistemas antiaéreos fornecidos pela Rússia não funcionaram nem os mísseis antinavio chineses. Os grandes meio de Guerra Eletrônica americanos empregados deve ter se aliado ao desiteresse russo e chinês em contornar as restrições. Igual aconteceu no Irã e na Armenia, a Rússia pode ter desativado os sistemas remotamente. Isso demonstra que não são parceiros de confiança e que o Brasil fez a escolha certa ao cancelar a aquisição do sistema de defesa antiárea Pantsir.

Sistema antiaéreo S-300, equivalente ao Patriot americano. Não há conhecimento da condição operacional ou se foram usados ou destruídos;

Não queremos ser a próxima vítima, mas precisamos nos preparar para um ação militar contra o Brasil. É dever das forças militares estudar múltiplos cenários e apresentar soluções.

As decisões precisam ser tomadas. Precisamos imediatamente de sistemas antiaéreos de média altura, modernos sistemas de radar e comando e controle, interromper projetos de desenvolvimento, pois não há mais tempo e recursos para investir em projetos que já nascem obsoletos.

Precisamos de modernos blindados e aviões de caça capazes de lançar mísseis BVR, e urgentemente adquirir drones de ataque e munições vagantes e também fragatas pesadas. Tudo isso necessita ser feito imediatamente com parceiros de confiança e que não vão embargar o Brasil ou desligar remotamente os sistemas quando houver necessidade do emprego dos meios.

Não temos tempo para longos e burocráticos processos de aquisição, licitações, avaliações de sistemas que já foram provados em combate. Necessitamos de aquisição urgente de meios militares. Não podemos perder mais tempo e gastar recursos em soluções focadas em atividades subsidiárias e de não-guerra.

DefesaNet tem feito esse alerta há mais de um ano e os fatos acontecidos hoje corroboram todas as nossas análises. (Ver Links Abaixo)

Se China, Rússia e frequentemente a Alemanha não são países que o Brasil pode contar quando precisa, e especialmente nesse momento, e os EUA não irão fornecer equipamento militar no estado da arte, e seria um risco continuar quaisquer projetos de aquisição de equipamento militar norte-americano.

O Brasil, por mais independência e segurança, precisa recorrer a outras nações parceiras, como exemplo, destacamos a Itália e a Turquia, que estão prontas a entregar soluções modernas e em curto espaço de tempo.

Agora, não é momento para continuar mais estudos e avaliações, é momento de ação para se construir rapidamente nossas capacidades militares e buscar manter nossa soberania antes que seja tarde demais.

Não se trata se vamos ter guerra ou não com os EUA, não é alarmismo, trata-se da necessidade de se construir capacidades militares que possam dissuadir qualquer tipo de ameaça à segurança nacional e aos interesses políticos, estratégicos e comerciais do Brasil.

Donald Trump, ao ordenar a captura de Nicolas Maduro e sua esposa, demonstrou aos líderes latino-americanos que ninguém mais está seguro.

A tergiversação quie temos nos assuntos de defesa brasileiros com eternos postergamentos e falta de objetivos colocam em risco a soberania e o futuro do Brasil está nas mãos do Presidente da República, do Ministro da Defesa e dos Três Comandantes das Forças Armadas.

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