Tecnologia para proteger o que está em jogo

Por Elton Borgonovo¹

Da Patagônia à Cidade do México, a América Latina está se preparando para o evento esportivo mais popular do mundo. Junho é aguardado com grande expectativa.

Na América Latina, o futebol não é apenas um esporte; é identidade e paixão. Quando uma seleção nacional joga, as cidades param, as famílias se reúnem e os amigos apostam nos resultados. Muitos torcedores estão dispostos a investir suas economias para assistir ao evento ao vivo e apoiar sua seleção.

Em poucos meses, 104 partidas começarão em 3 países, 16 cidades-sede (11 nos EUA, três no México e duas no Canadá) ao longo de 39 dias. As 48 equipes participantes incluirão pelo menos oito seleções latino-americanas, despertando emoções intensas em nossa região – que é inegavelmente apaixonada por futebol.

Um objetivo econômico

Espera-se que este torneio de futebol seja o maior de todos os tempos, não apenas pelo formato expandido, mas também pela expectativa de público. Mais de 6 milhões de pessoas são esperadas para assistir aos jogos nos três países anfitriões, e mais de 1,6 bilhão deve acompanhar a final ao vivo em diferentes formatos e plataformas.

As companhias aéreas, os hotéis e o varejo são apenas alguns dos mercados que se beneficiarão dessa mobilização massiva e estão se preparando para atender à alta demanda. A paixão pelo futebol impulsiona grandes gastos, e historicamente o torneio global gerou US$ 80 bilhões em produção econômica global, de acordo com a FIFA e a Organização Mundial do Comércio, além de US$ 2,73 bilhões somente para o México,
segundo a Deloitte.

Proteger o que está em jogo

Enquanto as empresas se preparam para realmente capitalizar neste momento, governos e agências de segurança pública estão fazendo o mesmo. O enorme fluxo de turistas e torcedores regionais exige que os países e cidades anfitriões adotem a tecnologia como uma aliada na preparação e resposta a emergências.

Isso abrange desde sistemas de comunicação via rádio — vitais para a conexão e coordenação entre polícia, serviços de emergência e equipes de segurança — até centros de comando e controle que devem estar prontos para gerenciar emergências de moradores e visitantes.

Os sistemas de segurança por vídeo, aprimorados com IA, identificam proativamente padrões de risco, multidões e armas para ajudar a prevenir incidentes antes que eles se agravem, e as câmeras corporais fornecem evidências
em tempo real, além de levar transparência às operações policiais.

Há muito em jogo, e é por isso que é necessário um preparo cuidadoso, incluindo a compreensão da tecnologia e dos recursos de segurança necessários para dar suporte a um evento de grande escala.

Uma experiência positiva para os fãs depende muito da prontidão dos governos do país anfitrião e de suas agências de segurança pública. É importante que eles entendam o papel que a tecnologia de missão crítica pode
desempenhar na proteção de pessoas, propriedades e locais, para que nada atrapalhe o grito de “Gol!”

¹Elton Borgonovo é vice-presidente MSSSI da Motorola Solutions para a América Latina

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