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01 de Março, 2022 - 20:00 ( Brasília )

Bombas Termobáricas que a Rússia pode usar na guerra contra a Ucrânia

Modelo russo foi apresentado pela primeira vez em 2007; também chamada de bomba de vácuo ou de ar combustível, seu poder de destruição é maior do que artefatos de mesmo peso

 

 

     Gabriel Mattos
Gaucha GZH

     
Após o presidente russo, Vladimir Putin, colocar as forças de dissuasão nuclear "em alerta máximo" neste domingo (27FEV2022), as preocupações de que o confronto contra a Ucrânia possa se tornar uma guerra nuclear aumentaram. A medida adotada coloca as armas em prontidão de lançamento. E, em meio às tensões, uma possibilidade levantada é de que entre as armas utilizadas estejam as chamadas bombas termobáricas.

Apesar de o termo ter surgido no começo dos anos 2000, sendo citado pela primeira vez pelo exército dos Estados Unidos, a tecnologia data dos anos 1960, tendo sido utilizada em pequena escala na Guerra do Vietnã. Do grego, significa "calor" e "pressão", sendo também chamada de bomba de vácuo ou de ar combustível.

A bomba termobárica é ativada em dois estágios, de acordo com Nelson Düring, editor do site DefesaNet. Na primeira etapa, uma pequena explosão cria uma nuvem de material explosivo, como um aerossol, que ao explodir suga o oxigênio em volta e cria uma onda de impacto e calor maior do que a provocada por explosivos convencionais.

— Esse aumento na pressão e na temperatura, criadas pela dispersão desse aerossol, ampliaa aa área de explosão é utilizado principalmente para destruir estruturas em terrenos urbanos, como bunkers subterrâneos e prédios. Também pode ser utilizado previamente em áreas onde possam existir minas terrestres enterradas, pois o aumento da pressão e acba detonando os explosivos e permite a passagem de tropas com mais segurança — explica Düring.

Além disso, ao contrário de armas explosivas comuns, que têm cerca de 25% do seu volume total contendo o material explosivo a ser detonado, as bombas termobáricas têm quase todo o volume preenchido por ele. Isso resulta em um poder de destruição superior a outras bombas de mesmo peso.

O artefato tem o princípio destrutivo similar a uma explosão causada por armas nucleares, mas com a "vantagem" de não contaminar o ambiente com materiais radioativos.

Contudo, apesar dessas informações, o que se sabe de concreto sobre os modelos russos é bastante escasso. Uma das especulações é que, em 2007, a Rússia criou sua própria versão de bomba termobárica em resposta ao modelo apresentado pelos Estados Unidos anos antes, só que utilizando quatro vezes mais explosivos.

Atualmente, se acredita que o Reino Unido e a China tenham desenvolvido suas próprias bombas termobáricas. De acordo com uma publicação de 2020 da revista Passadiço, a Força Aérea Brasileira está trabalhando em sua versão por meio do projeto Trocano.

Os russos lançam as Munições Termobáricas baseados em uma viatura chamada TOS-1A. Alguma foram capturadas pelo Exército Ucraniano como na foto abaxo. 





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