COBERTURA ESPECIAL - Russia Docs - Geopolítica

08 de Dezembro, 2020 - 11:20 ( Brasília )

ONU 'insta' a Rússia a encerrar sua 'ocupação temporária' da Crimeia


A Assembleia Geral da ONU adotou nesta segunda-feira(7) uma resolução pedindo à Rússia que acabe o mais rápido possível com sua "ocupação temporária" da Crimeia, a península ucraniana anexada em 2014 por Moscou.

A resolução - que trata da militarização da Crimeia, Sebastopol e partes do Mar do Norte e do Mar de Azov - foi adotada por 63 países, enquanto outros 17 votaram contra e 62 se abstiveram.

O texto não tem valor vinculante, mas tem uma dimensão política. Foi proposto para votação por cerca de 40 países, entre eles europeus (Reino Unido, França, Alemanha, países bálticos...), Estados Unidos, Austrália, Canadá e Turquia.

A resolução "insta a Federação Russa, como potência ocupante, a retirar imediata, completa e incondicionalmente suas forças militares da Crimeia e a encerrar sem demora sua ocupação temporária do território da Ucrânia".

Diante da "contínua desestabilização da Crimeia devido às transferências pela Federação Russa de sistemas de armas avançados, incluindo aeronaves e mísseis com capacidade nuclear, armas, munições e pessoal militar para o território da Ucrânia", o texto também exorta Moscou a "parar essas atividades sem demora."

O conflito entre os combatentes apoiados pela Rússia e as tropas ucranianas deixou mais de 13.000 mortos desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e as forças pró-Moscou no leste da Ucrânia se rebelaram contra Kiev.

No Conselho de Segurança da ONU, a tensão entre a Rússia e os países ocidentais em torno deste conflito ainda está viva, como demonstra a reunião informal organizada na semana passada por Moscou para discutir os acordos de Minsk de 2015 entre a Ucrânia e a Rússia, patrocinados pela Alemanha e França.

Para a ira de Moscou, Berlim e Paris boicotaram este encontro descrito pelas capitais europeias como uma plataforma internacional oferecida aos separatistas de Donbass, vários deles convidados por Moscou a intervir.



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Última atualização 03 MAR, 16:20

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