COBERTURA ESPECIAL - Russia Docs - Geopolítica

09 de Maio, 2019 - 11:35 ( Brasília )

Putin acompanha parada militar na Praça Vermelha em momento de queda de aprovação


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanhou a passagem de lançadores de mísseis nucleares intercontinentais pela Praça Vermelha nesta quinta-feira, dia em que o país fez sua exibição anual de poderio militar para lembrar a vitória da União Soviética sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Enfrentando uma queda de aprovação no momento em que o país atravessa o sexto ano consecutivo de queda na renda, Putin observou milhares de soldados marcharem e colunas de tanques desfilarem pela famosa praça, em um espetáculo que evocou a Guerra Fria.

Putin, cujo mandato termina em 2024, supervisionou a parada em uma tribuna repleta de veteranos de guerra soviéticos, alguns dos quais usavam fileiras de medalhas e seguravam rosas vermelhas.

“Fizemos e faremos todo o necessário para garantir o alto nível de prontidão de nossas Forças Armadas”, disse Putin. “Conclamamos todos os países a reconhecerem nossa responsabilidade comum de criar um sistema de segurança que seja eficiente e igual para todos”.

Os laços russos com o Ocidente se deterioraram depois da anexação pela Rússia da região ucraniana da Crimeia em 2014, e Moscou continuou a desafiar os Estados Unidos com seu apoio firme ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e ao líder da Venezuela, Nicolás Maduro.

Líderes mundiais compareceram ao desfile no passado, e neste ano chamou atenção a ausência de figuras internacionais, algo que o Kremlin minimizou. Nursultan Nazarbayev, que renunciou à presidência cazaque em março depois de três décadas no poder, foi o único convidado estrangeiro notável.

O Kremlin disse não ter convidado chefes de Estado estrangeiros, mas o aniversário de 75 anos de 2020 será um grande marco celebrado com mais pompa.

Apoiadas pela mídia estatal, as autoridades aproveitam o evento anual para insuflar o sentimento patriótico em casa, algo que pode ajudar a elevar o índice de aprovação de Putin — que, embora ainda estivesse em 66 por cento em abril, um número alto, está inferior aos quase 90 por cento de cinco anos atrás.


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