COBERTURA ESPECIAL - Pandemic War - Defesa

25 de Novembro, 2020 - 09:09 ( Brasília )

Profissionais de saúde das Forças Armadas integram Missão Guamá-Tocantins em apoio a aldeias indígenas


Em uma guerra convencional, quem vai na frente é o soldado, Na retaguarda, seguem os profissionais de saúde para prestar atendimento aos combatentes feridos. Na batalha contra "o inimigo invisível", como o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, definiu o novo coronavírus, são os médicos que estão na linha de frente.

No intuito de prestar atendimento aos indígenas, não só na prevenção contra o novo patógeno, mas também em diversos outros males que possam acometê-los, na segunda-feira (23), foi iniciada a Missão Guamá Tocantins. Até 30 de novembro, indígenas de aldeias nos arredores do município de Oriximiná, no Pará, serão atendidas pela equipe formada por 21 profissionais de saúde.

Essa é a 18ª operação para apoio à população brasileira no enfrentamento à Covid-19, sendo 15ª voltada para indígenas. Todas as iniciativas foram possibilitadas por meio de parceria interministerial da Defesa e da Saúde. Integram a atual missão 21profissionais de saúde, sendo quatro da Marinha, nove do Exército e oito da Aeronáutica, oriundos do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Pará, Fortaleza e Piauí.

O assistente de coordenação da Missão Guamá Tocantins, General Marco Antonio Martin, ressalta a importância da missão. "Nessa ação contra a pandemia, nosso combatente é o médico. Isso mostra uma característica humanitária desse enfrentamento e uma mudança na visão do campo de batalha", disse ele.

O Tenente-Médico Marcos Pádua do Hospital Naval de Brasília ingressa pela terceira vez em uma missão no contexto da Operação Covid-19. Ele relata que estar em um trabalho como esse é enriquecedor. "Muitas vezes nosso atendimento é o único da vida da pessoa. Levamos saúde e esperança para quem está em regiões tão remotas do Brasil. É uma experiência profissional incrível. A gente cresce como ser humano", assegurou.

O militar enfatiza que a receptividade e o carinho dos moradores da comunidade, bem como a convivência em uma realidade distinta daquela da cidade grande tornam o trabalho marcante. "A gente sai dali sabendo que fez a diferença na vida daquelas pessoas", conclui.

A técnica em enfermagem Sargento Liliane dos Santos de Souza, sargento, do Hospital das Forças Armadas de São Paulo (HFASP), participa pela primeira vez de uma missão voltada para saúde indígena. "É gratificante poder participar de um trabalho como esse, em um local com uma rotina totalmente diferente do que estou acostumada a ver no dia a dia", disse.



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