COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

13 de Dezembro, 2021 - 11:15 ( Brasília )

Secretário dos EUA vai ao Sudeste Asiático para aprofundar cooperação contra ofensiva chinesa


O governo dos Estados Unidos visa impulsionar a cooperação econômica e de segurança com o Sudeste Asiático por meio de uma visita de seu principal diplomata à região na semana que vem, à medida que tenta criar uma frente unida contra a China na região do Indo-Pacífico.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, vai à capital da Indonésia, Jacarta, na segunda-feira, e também vai à Malásia e à Tailândia em sua primeira viagem ao Sudeste Asiático desde que o presidente Joe Biden assumiu, em janeiro.

O Sudeste Asiático se tornou um campo de batalha estratégico entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo. A China reivindica a maior parte do Mar do Sul da China, rota de comércio vital que conecta a região, e aumentou a pressão política e militar contra a autônoma Taiwan, que Pequim considera sua.

Blinken vai buscar o objetivo de Biden de elevar as relações com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) a níveis "sem precedentes", focando em fortalecer a infraestrutura de segurança regional frente à presença da China e discutir a visão do presidente para uma estrutura econômica indo-pacífica, disse o principal diplomata dos EUA para a Ásia, Daniel Kritenbrink, aos repórteres antes da viagem.

O governo Biden vê o Sudeste Asiático como parte vital de seus esforços para contra-atacar o crescente poder da China, mas a falta de uma estrutura formal para o relacionamento econômico desde que o ex-presidente Donald Trump deixou um acordo de comércio regional em 2017 limitou sua capacidade de exercer influência, enquanto a de Pequim só cresceu.

G7 se diz preocupado com política "coercitiva" da China


O Grupo das Sete democracias mais ricas do mundo disse estar preocupado com as "políticas econômicas coercitivas" da China, em um comunicado final publicado neste domingo.

"Sobre a China, discutimos uma série de questões e desafios, como as situações em Hong Kong e Xinjiang, nos mares do Leste e do Sul da China e a importância da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan", disse a ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, que presidiu reunião de chanceleres do G7 em Liverpool.

"Também expressamos nossa preocupação com as políticas econômicas coercitivas".


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