COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

04 de Outubro, 2021 - 09:00 ( Brasília )

EUA preocupado com atividade militar "provocativa" da China perto de Taiwan


O governo dos Estados Unidos criticou neste domingo a China por sua atividade militar "provocativa" e "desestabilizadora", um dia depois da maior incursão de aviões de combate e bombardeiros chineses na zona de defesa aérea de Taiwan.

"Estados Unidos estão muito preocupados com a atividade militar provocativa da República Popular da China perto de Taiwan: é desestabilizadora, impõe riscos de erros de cálculo e mina a paz e a estabilidade na região", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em um comunicado.

"Pedimos a Pequim que interrompa a pressão e coerção militar, diplomática e econômica sobre Taiwan", completou.

A demonstração de força de Pequim começou na sexta-feira, aniversário do Dia Nacional da China, com a incursão de um número recorde de aviões militares chinesas, 38 no total, incluindo um bombardeiro H-6 com capacidade nuclear.

No sábado, Taiwan denunciou uma nova incursão recorde de 39 aviões e acusou Pequim de "intimidação" e de "minar a paz regional".

""É evidente que o mundo, a comunidade internacional, rejeita cada vez mais estes comportamentos da China", afirmou o primeiro-ministro Su Tseng-chang.

Taiwan, uma democracia de 23 milhões de habitantes, vive sob a ameaça constante de uma invasão da China, que considera a ilha um território rebelde.

Pequim aumentou a pressão sobre Taipé desde a eleição em 2016 da presidente Tsai Ing-wen, que considera a ilha "independente" e não parte de "uma só China".

Sob o mandato do presidente Xi Jinping, os aviões de combate chineses atravessam a Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ, na sigla em inglês) de Taiwan (ADIZ) praticamente todos os dias.

ADIZ não é o mesmo que o espaço aéreo de Taiwan, pois inclui uma área maior que se sobrepõe à parte da zona de identificação de defesa aérea da China continental e até mesmo parte de seu território.

Xi Jinping já afirmou que "inevitável" que Taiwan vire parte do continente.

E os comandantes militares dos Estados Unidos começaram a revelar seus temores de que a China decida invadir a ilha.

A proteção de Taiwan é um tema bipartidário em Washington e muitos países ocidentais participam ao lado das força dos Estados Unidos nos exercícios "Liberdade de Navegação", com os quais buscam contra-atacar as reivindicações de Pequim sobre o Mar da China Meridional e o Estreito de Taiwan.

Price reiterou que o governo dos Estados Unidos "continuará ajudando Taiwan a manter uma capacidade suficiente de autodefesa".

"O compromisso dos Estados Unidos com Taiwan é sólido como uma rocha e contribui para a manutenção da paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e toda a região", completou.

EUA condena atividades "provocativas" da China perto de Taiwan¹

Os Estados Unidos pediram à China neste domingo que interrompa atividades militares "provocativas" perto de Taiwan, após a ilha enviar jatos para alertar cerca de 100 aeronaves militares chinesas que entraram em sua zona de defesa aérea.

Taiwan, ilha governada democraticamente e que é reivindicada pela China, já reclama há mais de um ano das repetidas missões da Força Aérea da China nas proximidades de seu território, geralmente na parte sudoeste de sua zona de defesa aérea perto das Ilhas Pratas, de controle taiuanês.

Na sexta-feira, sábado e novamente neste domingo, o ministério da defesa de Taiwan informou que a Força Aérea da China havia enviado aeronaves para a região, com 39 delas apenas no sábado, o maior número já constatado até agora.

"Os Estados Unidos estão muito preocupados com a atividade militar provocativa da República Popular da China perto de Taiwan, que é uma manobra desestabilizadora, arriscada e que prejudica a paz e a estabilidade regional", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em comunicado.

"Pedimos a Pequim que interrompa sua pressão militar, diplomática e econômica e a coerção contra Taiwan."

Os EUA têm interesse permanente na paz e na estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e continuarão a ajudar Taiwan a manter uma "capacidade suficiente de autodefesa", acrescentou Price.

"O compromisso dos EUA com Taiwan é sólido como uma rocha e contribui para a manutenção da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e na região."

A China ainda não fez declarações sobre as atividades e não está claro o que pode ter levado Pequim a decidir realizar as missões, embora sexta-feira tenha sido o Dia Nacional do país, um feriado patriótico que marca a fundação da República Popular.

O ministério da defesa de Taiwan alegou que enviou aeronaves de combate para alertar as aeronaves chinesas, enquanto os sistemas de mísseis foram implantados para monitorá-los.

Taiwan diz que é um país independente e que defenderá sua liberdade e democracia.

Taiwan critica forte incursão da força aérea chinesa¹

Taiwan criticou enfaticamente a China neste sábado após Pequim lembrar a fundação da República Popular da China com a maior incursão de todos os tempos da força aérea chinesa à zona de defesa aérea da ilha.

Taiwan, uma ilha governada democraticamente e reivindicada pela China, tem reclamado há mais de um ano de repetidas missões em seus arredores pela força aérea da China, perto de ilhas controladas por Taiwan.

Caças taiwaneses encararam 38 aviões chineses, em duas ondas na sexta-feira, afirmou o Ministério da Defesa de Taiwan. Taiwan enviou aviões de combate para afastar os jatos chineses, e que sistemas de mísseis foram destacados para monitorá-los.

"A China tem desenfreadamente participado de agressões militares, prejudicando a paz regional", disse o primeiro-ministro de Taiwan, Su Tseng-chang, a repórteres neste sábado.

A primeira onda de incursões envolveu 18 jatos J-16 e quatro caças Su-30, mais dois bombardeiros H-6 com capacidade nuclear e uma nave anti-submarino. A segunda teve 10 jatos J-16, dois H-6s e um avião de alerta, disse o ministério.

O ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu, também fez uma declaração, tuitando que a incursão recorde garantiu que sexta "não foi um bom dia".

A China não comentou neste sábado, mas havia dito antes que esses voos eram para proteger a soberania do país e contra o conluio entre Taiwan e Estados Unidos, principal apoiador internacional da ilha.

A missão mais recente da China acontece menos de um dia depois de o governo lançar ataques verbais contra Wu, evocando palavras do líder revolucionário Mao Zedong para denunciá-lo como uma mosca estridente pelas suas tentativas de promover Taiwan internacionalmente.

A China intensificou sua pressão militar e política para tentar forçar Taiwan a aceitar a soberania chinesa.

Taiwan diz que é um país independente e defenderá sua liberdade e democracia.

¹com Reuters

 


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