COBERTURA ESPECIAL - Notas Estratégicas FAB - Aviação

23 de Dezembro, 2021 - 11:20 ( Brasília )

FAB Notas Estratégicas II - Retira caças da Amazônia e causa alarme


FAB retira caças da Amazônia e causa alarme
 

Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet


A Força Aérea Brasíleira (FAB) desativou nessa semana seu único esquadrão de caças de combate supersônicos na região amazônica.

Sediados em Manaus desde 2010, os caças F-5EM/FM Tiger II, do 1º/4º Grupo de Aviação (GAV), Esquadrão Pacau,  serão agora redistribuídos para outros esquadrões em Anápolis, Rio de Janeiro e Canoas.

Com a decisão, o Brasil fica sem condições de manter a soberania no espaço aéreo da região norte e também impossibilitado de realizar os chamados voos de alerta de defesa aérea e de patrulha aérea de combate na região de fronteira norte, restando somente condições restritas de policiamento contra avionetas do narcotráfico, missão  atualmente  realizada pelos esquadrões de aviões turboélice Super Tucano.

Um general do Ministério da Defesa viu a medida com extrema preocupação.

“Ficamos sem proteção alguma e perdemos um importante instrumento de dissuasão. A Venezuela possui caças Sukhoi-30 russos, modernos sistemas de defesa antiaérea e centenas de blindados. Nos não podemos fazer frente a essas ameaças sem a ajuda da um esquadrão de caça equipado com aviões a jato capazes de lançar mísseis e bombas de precisão.



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Icônica foto de um F-5EM, do 1º/4º GAV Esquadrão PACAU, sobrevoando a junção das águas dos Rios Solimões e Rio Negro. Foto FAB TC Parreiras



Precisamos assegurar a defesa da fronteira e dissuadir qualquer aventura de outro país, mas para isso é fundamental manter essas capacidades militares na  Amazônia. A FAB tem a missão de proteger o espaço aéreo e Exército e Marinha dependem da superioridade aérea para realizar suas operações militares em terra, mar e voar seus helicópteros com segurança. A situação é bastante alarmante”.

Uma fonte palaciana informou que a medida causou surpresa já que a estratégia utilizada nos últimos 30 anos é deslocar unidades de outras regiões do país para reforçar a presença militar na Amazônia.

Um brigadeiro da FAB informou que também será desativado um esquadrão de helicópteros de ataque na região.

Ele explicou que a Força Aérea Brasileira busca adquirir meios modernos de combate capazes de cumprir sua missão constitucional, entretanto a situação orçamentária para garantir o preparo e emprego, vem afetando diretamente o reequipamento planejado. O orçamento destinado à Força tem se mostrado muito abaixo do necessário, por isso a decisão é desativar unidades, concentrar os meios de combate e desdobra-los á região amazônica em caso de  necessidade ou crise. Isso pode demorarar, mas é a  solução que encontramos em meio às adversidades orçamentárias que já veem de muito tempo e que não foram sanadas no atual governo”.

Em tom de desabafo, o militar  disse que infelizmente a Segurança Nacional não é um assunto de interesse da classe política brasileira. Vemos o cenário externo mudando rapidamente. De norte a sul nossos vizinhos vem  se armando e até trazendo potências militares estrangeiras para nosso quintal, e o Brasil só se preocupa em usar os militares para tarefas subsidiárias. Estamos perdendo o foco e a capacidade no cumprimento da nossa principal missão que é a Defesa Externa, impedir uma agressão estrangeira e salvaguardar os interesses estratégicos do Brasil.



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Dois F-5EM, do 1º/4º GAV Esquadrão PACAU, sobrevoando a vastidão da Amazônia. Foto FAB TC Parreiras


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