A Fragata Tamandaré (F200), primeira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), da Marinha do Brasil, recebeu os certificados estatutários emitidos pela sociedade classificadora internacional Det Norske Veritas (DNV).
A emissão confirma a atualização oficial do status da embarcação de “em construção” para “em operação”, conforme os requisitos técnicos e regulatórios aplicáveis, marcando um passo relevante no processo de incorporação do navio à Esquadra Brasileira.
A mudança de status representa a conclusão do escopo de verificações e inspeções sob responsabilidade da DNV, permitindo que o navio passe a operar plenamente dentro das normas internacionais de segurança, integridade estrutural e conformidade ambiental.
Trata-se de um marco relevante no ciclo de vida da Fragata Tamandaré, pois consolida a transição para a condição operacional reconhecida por uma autoridade certificadora independente.
“A certificação da DNV é um reconhecimento objetivo da maturidade técnica da Fragata Tamandaré e do trabalho rigoroso realizado ao longo de todo o processo de construção e comissionamento. Esse avanço posiciona o navio em um novo patamar operacional, dentro dos mais altos referenciais internacionais”, afirma Fernando Queiroz, CEO da Águas Azuis.
Os certificados estatutários emitidos abrangem requisitos internacionais de arqueação, sistemas anti-incrustantes, segurança da construção, equipamentos e radiocomunicações, bem como conformidade ambiental relacionada à prevenção de poluição por resíduos, óleo e esgoto.
Além desses documentos, também foram emitidos o certificado de classe e o respectivo class appendix, que formalizam a conformidade da embarcação com os requisitos internacionais de classificação naval. “Este é um marco estratégico para o PFCT e para a indústria naval de defesa no Brasil. A certificação demonstra a robustez do projeto e a capacidade instalada no país para entregar embarcações complexas com excelência técnica e padrões globais de qualidade”, destaca Paulo Alvarenga, CEO da TKMS Brasil.
O avanço reforça o compromisso da Águas Azuis e da TKMS Estaleiro Brasil Sul, em parceria com a Marinha do Brasil e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), com o desenvolvimento de capacidades industriais, tecnológicas e operacionais de longo prazo no país, contribuindo para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e para a modernização dos meios navais brasileiros.
Lançada ao mar em agosto de 2024, a Fragata Tamandaré (F200) passou pelos testes de aceitação do mar em 2025.

Sobre o PFCT
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) é uma iniciativa estratégica da Marinha do Brasil para a obtenção, por meio de construção nacional, de quatro fragatas de alta complexidade tecnológica.
O Programa é desenvolvido em parceria com a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, e é gerenciado pela Emgepron.
O contrato do PFCT foi assinado em março de 2020 e integra as principais agendas de fortalecimento da Base Industrial de Defesa do país. O Programa está incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), no eixo de inovação para a indústria de Defesa, e também na Missão nº 6 – “Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacional” – da iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB).
O PFCT responde à necessidade de modernização da Esquadra Brasileira e ao fortalecimento da capacidade operacional da Marinha do Brasil. As Fragatas Classe Tamandaré são embarcações multipropósito, projetadas para atuar em cenários de guerra de superfície, antiaérea e antissubmarino, com elevada capacidade de combate e interoperabilidade.
Com papel central na proteção da chamada Amazônia Azul, área marítima brasileira de aproximadamente 5,7 milhões de km², as fragatas serão essenciais para o monitoramento e controle do espaço marítimo, a defesa das ilhas oceânicas, a proteção de infraestruturas críticas e a salvaguarda das linhas de comunicação marítima de interesse nacional.
Além de seu impacto estratégico, o PFCT impulsiona o desenvolvimento industrial e tecnológico no Brasil, envolvendo cerca de 2.000 empresas nacionais ao longo de sua cadeia produtiva.
O Programa mobiliza aproximadamente 2.000 profissionais diretamente nas obras e gera um efeito multiplicador estimado em cerca de 6.000 postos de trabalho indiretos e 15.000 empregos induzidos, totalizando aproximadamente 23.000 empregos.





















