COBERTURA ESPECIAL - Guerra Informação e Híbrida - Geopolítica

14 de Dezembro, 2021 - 10:10 ( Brasília )

Rússia diz que pode ser forçada a posicionar mísseis nucleares intermediários na Europa


A Rússia disse nesta segunda-feira que pode ser forçada a posicionar mísseis nucleares de alcance intermediário na Europa em resposta ao que vê como planos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de fazer o mesmo.

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, disse em entrevista à agência de notícias russa RIA que Moscou terá que se posicionar caso a OTAN se recuse a se comprometer com a prevenção de tal escalada.

Seus comentários aumentaram ainda mais os riscos de um impasse, no qual a Rússia exige garantias de segurança do Ocidente, enquanto Estados Unidos e seus aliados alertam Moscou para recuar do que consideram uma possível invasão da Ucrânia -- algo que Ryabkov negou novamente ser intenção da Rússia.

As forças nucleares de alcance intermediário (INF, na sigla em inglês) na Europa foram proibidas sob um tratado de 1987 acordado entre o líder soviético Mikhail Gorbachev e o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, no que foi saudado na época como um grande alívio das tensões da Guerra Fria.

Washington desistiu do pacto em 2019, após anos de reclamações por supostas violações da Rússia. Ryabkov disse que havia "indicações indiretas" de que a OTAN estava se aproximando de realocar o tratado INF, incluindo a restauração, no mês passado, do 56º Comando de Artilharia, que operava mísseis Pershing com capacidade nuclear durante a Guerra Fria.

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Sanções contra grupo paramilitar russo

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A União Europeia anunciou sanções ao grupo paramilitar russo Wagner, assim como contra oito pessoas e três empresas vinculadas a esta, por 'ações de desestabilização' realizadas na Ucrânia e em vários países africanos.

As medidas foram confirmadas, nesta segunda-feira, por fontes europeias.

G7 alerta Rússia para consequências e custos se Ucrânia for atacada

A Rússia enfrentará grandes consequências e custos se o presidente Vladimir Putin atacar a Ucrânia, alertou o G7 em um comunicado neste domingo.

A inteligência dos Estados Unidos avalia que a Rússia poderia estar planejando uma ofensiva em múltiplas frentes contra a Ucrânia já no ano que vem, envolvendo até 175.000 soldados.

O Kremlin nega que planeja invadir e diz que o Ocidente está preso à russofobia. Moscou diz que a expansão da OTAN ameaça a Rússia e viola garantias dadas após o colapso da União Soviética em 1991.

Em uma reunião na cidade inglesa de Liverpool, os chanceleres de G7 disseram que estavam unidos em sua condenação à escalada militar da Rússia perto da Ucrânia e pediram que Moscou recue.

"A Rússia não deve ter dúvidas que mais agressões militares à Ucrânia terão grandes consequências e altos custos em resposta", disse o G7 em comunicado, que confirmou rascunho obtido anteriormente pela Reuters.

"Nós reafirmamos nosso compromisso inabalável com a soberania e integridade territorial da Ucrânia, assim como ao direito de qualquer Estado soberano de determinar o seu próprio futuro."

Em comunicado publicado pela embaixada russa em Londres na tarde de sábado, antes de o documento conjunto do G7 ter sido divulgado, a Rússia disse que o uso frequente da frase "agressão russa" pela Inglaterra durante a reunião em Liverpool é enganoso e feito para criar uma causa em torno da qual o G7 possa se unir.

"A Rússia fez várias ofertas à OTAN para reduzir as tensões. O fórum do G7 pode ser uma oportunidade de discuti-las, mas até agora nós não ouvimos nada além de slogans agressivos", disse o comunicado da embaixada.

Para Moscou, a crescente aproximação da OTAN de uma ex-república soviética --e o que vê como a tenebrosa possibilidade da implantação de mísseis na Ucrânia contra a Rússia-- é uma "linha vermelha" que não pode ser cruzada.

Putin tem exigido garantias de segurança vinculantes de que a OTAN não vai se expandir para o leste ou colocar suas armas perto do território russo. Os EUA têm dito repetidamente que nenhum país pode vetar as expectativas da Ucrânia de se unir à OTAN.

Em 2014, a Rússia capturou a península da Crimeia da Ucrânia, levando o Ocidente a adotar sanções contra Moscou.


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