COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Inteligência

19 de Janeiro, 2022 - 10:30 ( Brasília )

Woloszyn - LIGA dos CAMPONESES POBRES (LCP): Uma nova guerrilha ou fato para desestabilização política


LIGA DOS CAMPONESES POBRES: Uma nova guerrilha ou fato para desestabilização política

 
  André Luís Woloszyn
Analista de Assuntos Estratégicos

   
Uma nova preocupação para as autoridades do estado de Rondônia e federais recai em um movimento denominado Liga dos Camponeses Pobres (LCP), grupo armado composto por cerca de 500 integrantes, supostamente oriundos de famílias de agricultores sem recursos, aparentemente de ideologia comunista, que direciona sua luta para a revolução agrária, contra a burguesia, o imperialismo e o latifúndio, a exemplo do apregoado pelo antigo Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Seu modus operandi parece ser mais violento do que os praticados pelo Movimento dos Sem Terra (MST), semelhante ao das Forças Revolucionárias da Colômbia (FARCS). Vem atuando em invasão de terras, assassinatos, sequestros, roubo e vandalismo a propriedade privada, tortura e bloqueio de estradas. Se utilizam de rotas clandestinas abertas na floresta amazônica para o tráfico de drogas, contrabando de mercadorias e armas provenientes da Bolívia assim como rota de fuga e retraimento em caso de futuras operações conjuntas de forças policiais e militares brasileiras.

Se autodenominam revolucionários o que já os define como um grupo de guerrilha, somado as características das ações, em contraste com grupos terroristas que não possuem uma agenda fixa relacionada a política e  a alvos, embora pratiquem ações similares ao último buscando, como resultado, a coação e a intimidação da população local e do poder público, expresso nas forças de segurança.

Chama a atenção para o fato de que a responsabilização penal acerca dos supostos atos ilegais praticados pela LCP é individual ou, no máximo, enquadrada em formação de quadrilha ou bando já que se inserem no conceito de movimento social reivindicatório, como prevê a Lei nº 13.260 de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo e, neste caso, isenta  deste enquadramento.

Por outro lado, esta conjuntura era conhecida uma vez que pequenos grupos já atuavam desta maneira, separadamente, na região a décadas, assolada por constantes conflitos agrários, questões indigenistas, disputas por terras e exploração ilegal de madeira. Todavia, sem uma agenda geral, desorganizados e sem publicidade da mídia nacional. Neste sentido é alta a probabilidade de que o LPC tenha evoluído destes pequenos grupos e seus integrantes treinados e apoiados logisticamente por facções ilegais bolivianas, colombianas e venezuelanas com interesses econômicos e políticos.

De qualquer maneira, o cenário veiculado pelos meios de comunicação se aproxima do real considerando os diversos relatórios de inteligência que vem acompanhando os acontecimentos, mas que esbarram na tradicional letargia das ações governamentais na espera que o problema se dilua.

Enquanto isso, a tendência é de fortalecimento do movimento nos próximos anos com potencial para desestabilizar governos, tanto estaduais como federal e criar crises institucionais no momento do emprego das forças militares ou de segurança.

Com a publicidade nacional das atividades criminosas patrocinadas pela Liga, possivelmente, o objetivo atual seja este em um ano de eleições.

Nota DefesaNet

Aparentemente
Liga dos Camponeses Pobres (LCP) tem como guia o extinto grupo terrorista peruaano Sendero Luminoso, liderado pelo falecido Abimael Guzmán

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