A nova Geopolítica Mundial tem atropelado os CZARES das Relações Intetrnacionais do Palácio do Planalto. Lula e Amorim parecem agir de forma catatônica.
Fiel Observador
Brasília DF
Janeiro 2026
O Fim da Neutralidade: no século XXI, a paz é armada
Durante décadas, “neutralidade” foi vendida como virtude moral, sinal de civilização e escolha racional de países que queriam prosperar longe de conflitos. Era quase um atalho: não se envolver, não provocar, comerciar com todos, manter Forças Armadas discretas e confiar no direito internacional.
Esse mundo acabou.
A guerra voltou a ser instrumento normal de política de poder, grandes potências disputam zonas de influência abertamente e cadeias econômicas viraram armas estratégicas. Nesse ambiente, neutralidade deixou de ser escudo — virou convite à pressão.
Hoje, a regra é dura e simples:
Só é independente quem consegue se defender.
Neutralidade funciona… quando alguém mais garante sua segurança
A história mostra que países “neutros” só prosperaram quando três condições existiam:
- 1. Havia uma ordem internacional relativamente estável
- 2. Grandes potências tinham interesse em respeitar essa neutralidade
- 3. Existia, explícita ou implicitamente, um guarda-chuva de segurança externo
Ou seja: a neutralidade quase nunca foi autossuficiente. Ela era tolerada porque não ameaçava o equilíbrio de poder — e porque alguém armado, em outro lugar, sustentava esse equilíbrio.
Quando a disputa entre potências se intensifica, essa tolerância diminui.
Neutralidade passa a ser vista como:
- Espaço a ser influenciado
- Mercado a ser capturado
- Território estratégico a ser pressionado
- Infraestrutura a ser usada
- Voto a ser cooptado
O país neutro vira campo de manobra, não ator
Ao discursar no encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, 23JAN2026, em Salvador, o presidente Lula frisou a gravidade da política global e criticou a maneira pela qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem desafiado a Organização das Nações Unidas (ONU) Declarou: “A gente não tem armas nucleares, não tem bomba atômica, mas tem caráter e dignidade e não vai abaixar a cabeça pra ninguém. Quem quer que seja, a gente vai conversar olho no olho de cabeça em pé respeitando o povo brasileiro e a nossa soberania”.
Dependência econômica não protege ninguém
Outro mito é que interdependência comercial impede conflitos.
Na prática, ela cria alavancas de coerção:
- Energia vira arma
- Alimentos viram instrumento de pressão
- Tecnologia vira ferramenta de controle
- Sanções substituem tiros
- Bloqueios financeiros viram mísseis invisíveis
Uma nação que não tem meios de dissuasão militar própria pode até evitar guerra aberta — mas não evita ser dobrada politicamente.
Ela não decide. Ela reage.
Isso não é soberania. É administração de vulnerabilidade.
Força armada não é belicismo — é liberdade de escolha
Há um erro conceitual grave no debate público: confundir capacidade militar com desejo de guerra.
Na verdade, ocorre o oposto.
Países fracos militarmente:
- Têm menos margem diplomática
- Cedem mais facilmente a pressões
- Evitam confrontar abusos
- Adaptam sua política externa ao medo
Países com poder militar credível:
- Negociam de igual para igual
- Podem dizer “não”
- Têm tempo e espaço para diplomacia
- Evitam guerra justamente porque o custo de atacá-los é alto
A força armada não é instrumento de agressão por definição.
Ela é seguro estratégico.
Você não compra seguro porque quer o desastre.
Você compra porque quer ter liberdade quando ele vier.
O novo ambiente internacional não tolera vazios
O século XXI está marcado por três tendências:
- Retorno da competição entre grandes potências
- Militarização de tecnologia e economia
- Disputa por rotas, recursos e áreas estratégicas
Nesse cenário, espaços “desguarnecidos” atraem influência externa.
Se um país não protege:
- Seu território
- Seu espaço aéreo
- Seu mar
- Sua infraestrutura crítica
- Suas rotas comerciais
Alguém se oferecerá para “ajudar”.
E ajuda estratégica quase nunca é gratuita.
Neutralidade sem força vira irrelevância
Uma nação sem capacidade militar adequada pode até manter discurso neutro. Mas, na prática:
- Ajusta posições para não desagradar potências
- Evita decisões soberanas sensíveis
- Limita parcerias estratégicas
- Aceita dependências tecnológicas
- Tolera pressões econômicas
Ela não entra na guerra — mas também não molda a paz.
Sua neutralidade vira irrelevância estratégica
Independência exige poder, não apenas princípios
Direito internacional, diplomacia, comércio e instituições multilaterais continuam importantes. Mas eles funcionam melhor quando apoiados por algo concreto:
- Capacidade de dissuasão
- Forças armadas modernas
- Indústria de defesa
- Autonomia tecnológica
- Logística estratégica
Soberania não é só bandeira e hino.
É capacidade de impedir que outros decidam por você
Conclusão
O mundo entrou numa fase em que neutralidade deixou de ser abrigo seguro e passou a ser posição frágil.
Não se trata de escolher guerra.
Trata-se de garantir que a guerra, a coerção ou a intimidação não escolham você.
Na geopolítica real, independência não é declarada.
É sustentada.
E, goste-se ou não, ela só se sustenta quando há poder por trás.
No século XXI, nação desarmada pode até ser pacífica.
Mas dificilmente será plenamente soberana.
Ao discursar no encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, o presidente Lula frisou a gravidade da política global e criticou a maneira pela qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem desafiado a Organização das Nações Unidas (ONU) Declarou: “A gente não tem armas nucleares, não tem bomba atômica, mas tem caráter e dignidade e não vai abaixar a cabeça pra ninguém. Quem quer que seja, a gente vai conversar olho no olho de cabeça em pé respeitando o povo brasileiro e a nossa soberania”.





















