COBERTURA ESPECIAL - Ecos - Guerras, Conflitos, Ações - Terrestre

05 de Março, 2021 - 08:30 ( Brasília )

Exército homenageia militar reformado que participou de missão de paz nos anos 60


O Tenente Luiz dos Anjos, 84 anos, é agora, de fato e de direito, um "Boina Azul" do Exército Brasileiro. Integrante do Destacamento Brasileiro da Força Armada Interamericana (FAIBRÁS) nos anos de 1965 e 1966, o militar reformado colaborou com a restauração da República Dominicana junto com um contingente de 1200 brasileiros. Após um e-mail enviado pela filha dele, Elaine Aparecida Carvalho, o Exército se dispôs a entregar uma boina azul como forma de homenagear o ex-combatente.

O desejo de honrar o tenente partiu da filha Elaine, que mora no Canadá. “Entrei em contato por e-mail com o Comando Militar do Oeste e prontamente fui atendida. Falei sobre a saúde fragilizada de meu pai e sobre a medalha que ele tinha de participação na missão. Porém, nosso sonho era entregar a ele a boina, já que crescemos ouvindo-o contar sobre as missões realizadas, essa em especial. Ao Exército fica a minha eterna gratidão por ter atendido o meu pedido. Acredito que ele entendeu tudo, mesmo não expressando emoções”, disse Elaine.

O uso da boina azul ou do capacete azul é designado às tropas multinacionais das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas, que atuaram na resolução de conflitos em países envolvidos em conturbação social e faz com que os militares sejam denominados "Boinas Azuis" ou "Capacetes Azuis". A cor é alusiva à bandeira da ONU.

Força Armada Interamericana (FAIBRÁS)

A Força Interamericana de Paz (FIP) foi estabelecida por resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA), de 6 de maio de 1965, para colaborar com a restauração da normalidade na República Dominicana. O país encontrava-se abalado pelo quase completo caos social. No cumprimento de seu mandato, cabia à FIP garantir a segurança dos habitantes, a inviolabilidade dos direitos humanos e estabelecer um clima de paz e conciliação que permitissem o funcionamento das instituições democráticas.

Durante um ano e quatro meses, o FAIBRÁS executou suas atribuições na República Dominicana, contando com um contingente de cerca de 1.200 homens que passou por três revezamentos.


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