COBERTURA ESPECIAL - DQBRN - Defesa

07 de Fevereiro, 2020 - 12:00 ( Brasília )

A capacidade de Defesa Biológica do Exército Brasileiro



Cel Alexandre Marcos Carvalho de Vasconcelos
Possui experiência na área de Defesa Química, Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN) desde o ano de 1997. Integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro desde 2013


 

Ao longo da história, a comunidade internacional vem assistindo ao surgimento ou agravamento de doenças e epidemias em diversas partes do mundo, algumas relacionadas com atividades humanas de risco e manuseio de elementos perigosos ou à falta de cuidado com o manejo ambiental. Outro dado relevante, foram os casos relacionados com o bioterrorismo ocorridos, em especial, após o ano de 2001.

Diante deste cenário, o Exército Brasileiro (EB) vem, sistematicamente, conduzindo ações para dotar sua estrutura com pessoal capacitado, equipamentos especializados e instalações para possibilitar ações preventivas ou corretivas no caso de incidentes desencadeados por agentes biológicos.

O Brasil foi sede de eventos de vulto de cunho internacional, tais como: a Copa das Confederações e do Mundo (2013 e 2014), a Jornada Mundial da Juventude 2013 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos RIO-2016. Esses eventos, que ocorreram em um curto espaço de tempo e reuniram milhares de pessoas de todas as partes do mundo, levaram à preparação das forças de defesa e segurança para a prevenção contra possíveis ataques envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (QBRN). Nesse item, ocorreram diversas atividades para o aperfeiçoamento da estrutura de defesa biológica da Força.

Atualmente, o Exército conta com laboratórios fixos e móveis que possuem a capacidade de identificar agentes biológicos ou cooperar com agências nacionais e internacionais, assim como frações dotadas de equipamentos para identificar e descontaminar materiais viabilizando a proteção perante uma possível ameaça.
 



Laboratório móvel químico e biológico do Exército
 

Essa estrutura encontra-se: no Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN), no Instituto de Biologia do Exército (IBEx), no 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (1° Btl DQBRN) e na Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Cia DQBRN).

Como exemplo da capacidade atualmente existente, podemos citar o laboratório de contenção com nível de Biossegurança 3 (NB3) e os dois laboratórios NB2 destinados à pesquisa científica e às análises relacionadas à defesa biológica do Instituto de Biologia do Exército (IBEx). Desta forma, essa Unidade integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército (SisDQBRNEx) tem condições de realizar e prestar o assessoramento técnico-científico por meio da identificação ou confirmação da presença, ou não, de agentes biológicos em amostras coletadas e recebidas.

Cabe destacar que, nos anos de 2014 e 2015, o 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear realizou a verificação e descontaminação de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportaram pacientes com suspeita de contaminação pelo vírus Ebola.

Após o acionamento do Batalhão pelo Comando de Operações Terrestres, uma fração da Organização Militar realizou atividades de defesa biológica nas partes interna e externa das aeronaves, bem como da área de estacionamento. Todas as ações foram conduzidas utilizando equipamentos de última geração que possibilitaram a total esterilização, inclusive dos itens eletrônicos sensíveis, garantindo a segurança da tripulação e das equipes envolvidas no transporte.

Do anteriormente exposto, conclui-se que a DQBRN do EB atua em diversas áreas operacionais e científicas, com o objetivo de prevenir ou minimizar consequências de sinistros envolvendo agentes biológicos e, desta forma, contribuir para o esforço nacional nas atividades de defesa externa e da sociedade.
 




Preparação para descontaminação de aeronave da FAB


Currículo do Cel Alexandre Vasconcelos

O Cel Alexandre Marcos Carvalho de Vasconcelos incorporou nas fileiras do Exército no ano de 1990, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Foi declarado aspirante a oficial da arma de artilharia, no ano de 1994, pela Academia Militar das Agulhas Negras e possui experiência na área de Defesa Química, Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN) desde o ano de 1997, quando realizou o Curso de Especialização em DQBRN; Realizou, dentre outros, os cursos de: Proteção Radiológica, Fundamentos de Radioproteção e Noções de Emergências Radiológicas, Ações de Radioproteção para Resposta em Situações de Emergência de Origem Nuclear ou Radiológica, Comando das Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas, Comando e Controle em Operações de DQBRN, Coordenação Civil-Militar, Segurança Nacional, Estratégia de Defesa e Processo Interagencia; Exerceu, entre outras, as seguintes funções: Instrutor do Curso de Artilharia e Geografia da Academia Militar das Agulhas Negras; Comandante da Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (2008-2009); Analista da doutrina de Artilharia de Campanha e Antiaérea do Centro de Doutrina do Exército (2013, 2016 e 2017) e integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro desde 2013; Fez parte da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai (2014-2015), onde colaborou com o Ministério da Defesa do Paraguai nos assuntos de DQBRN e coordenou o emprego das tropas do Exército Brasileiro na defesa química, biológica, radiológica e nuclear durante a visita do Papa ao Paraguai (2015); Participou do aprimoramento da doutrina de DQBRN por meio da experiência adquirida na sua participação nos Grandes Eventos ocorridos no Brasil de 2012 a 2016. O Cel Vasconcelos foi integrante da equipe de planejamento e de coordenação da DQBRN na RIO + 20 (2012), Copa das Confederações da FIFA (2013), Jornada Mundial da Juventude (2013) e Jogos Olímpicos Rio 2016; e membro da equipe de planejamento da DQBRN para a Copa do Mundo (2014); Coordenou a realização de alguns Seminários de DQBRN, entre eles, um no Paraguai e o Seminário Lições Aprendidas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Brasil; Proferiu palestras e instruções de DQBRN em diversos fóruns e seminários nacionais e internacionais. Nas atividades internacionais destacam-se sua participação nas seguintes atividades, como palestrante: Seminario sobre “La Defensa Química, Biológica, Radiológica y Nuclear (DQBRN) en Apoyo de la Sociedad” 2014 e 2015 (Paraguai), Exercícios da OPAQ no Brasil – 2009 e 2018, NCT South America 2018 (Colômbia), CBRNe South America 2018 (Argentina), NCT Europe 2018 (Países Baixos) e NCT South America 2020 (Colômbia); Na área de DQBRN, o Cel Vasconcelos comandou a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (2008 e 2009) e o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (2018 e 2019), sediados na cidade do Rio de Janeiro-RJ.

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