COBERTURA ESPECIAL - Crise - Geopolítica

09 de Maio, 2019 - 10:20 ( Brasília )

EUA precisarão de tropas no Afeganistão até que não existam mais insurgentes, diz general


Os Estados Unidos irão precisar de forças contra-terroristas no Afeganistão até que não existam mais insurgentes no país, disse o principal general dos Estados Unidos nesta quarta-feira, sugerindo uma presença militar ainda maior depois de mais de 17 anos de guerra.

“Eu acho que precisaremos manter uma presença de forças contra-terroristas enquanto continuarem a existir insurgências no Afeganistão”, disse o Diretor da Junta de Chefes de Estado, General Joseph Dunford em uma audiência no Congresso.

Os Estados Unidos estão atualmente negociando com o Talibã para buscar o final de um conflito de quase 18 anos.

Guerra do Afeganistão (2001–presente)

Guerra do Afeganistão (também chamada de Segunda Guerra do Afeganistão) é o nome dado à atual fase da guerra civil afegã, que opôs, inicialmente (de outubro a novembro de 2001), os Estados Unidos, com a contribuição militar da organização armada muçulmana Aliança do Norte e de outros países ocidentais (Reino Unido, França, Canadá e outros), ao regime talibã.

A invasão do Afeganistão, liderada pelos americanos, teve início em 7 de outubro de 2001, à revelia das Nações Unidas, que não autorizaram a invasão do país.

O objetivo declarado da invasão era encontrar Osama bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda, destruir toda a organização e remover do poder o regime talibã, que alegadamente dera apoio a Bin Laden.

A invasão marca o início da guerra contra o terrorismo, declarada pelo governo Bush, após os atentados de 11 de setembro. A Aliança do Norte - grupo armado adversário dos talibãs - forneceu a maior parte das forças terrestres, enquanto os Estados Unidos e a OTAN ofereceram, na fase inicial, o apoio tático, aéreo e logístico.Na segunda fase, após a recaptura de Cabul, as tropas ocidentais aumentaram a sua presença a nível local.

Nos EUA, a guerra é também conhecida pelo nome militar de "Operação Liberdade Duradoura". Segundo a "Doutrina Bush", não há distinção entre a Al-Qaeda e as nações que a abrigam.

Duas operações militares no Afeganistão procuraram estabelecer controle sobre o país. A primeira (Operação Enduring Freedom - OEF) foi a que envolve Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte lutando contra a Al-Qaeda e o Talibã que operavam principalmente no leste e sul do país, ao longo das fronteiras com o Paquistão. Cerca de 28.300 tropas da OEF eram dos EUA, no começo do conflito.

A segunda operação começou com a formação da Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF), inicialmente criada pelo Conselho de Segurança da ONU no final de Dezembro de 2001 para garantir Cabul e seus arredores com o propósito de estabilizar o país e derrotar a insurgência.

A OTAN assumiu o controle da ISAF em 2003. Até Dezembro de 2008, as forças internacionais possuíam cerca de 51.350 soldados de 41 países, com os membros da OTAN proporcionam o núcleo das tropas.

No auge, os Estados Unidos tinham cerca de 68 000 soldados no Afeganistão. A segunda maior força era do Reino Unido, com 9 000 combatentes. O ataque inicial removeu o Talibã do poder, mas logo uma insurgência liderada pelos fundamentalistas recuperou sua força.

A guerra foi menos bem sucedida na consecução do objetivo de restringir o movimento Al-Qaeda. Desde 2006, o Afeganistão tem visto as ameaças à sua estabilidade no aumento atividade insurgente do Talibã e nos altos níveis de produção de drogas ilegais, e um frágil governo com controle limitado fora de Cabul.

Em 1º de agosto de 2010, os Países Baixos tornaram-se o primeiro país membro da OTAN a retirar suas tropas do Afeganistão. A retirada total das tropas multinacionais deve completar-se em 2014, isto é, treze anos depois de iniciada a ocupação militar do país.

A guerra do Afeganistão já é o mais longo conflito da história dos Estados Unidos, e seu custo, entre 2001 e 2011, é calculado em US$ 468 bilhões de dólares para os americanos.

A esta altura, os analistas não acreditam em vitória militar num país sob o governo supostamente corrupto de Hamid Karzai (posto no cargo pelos EUA e reeleito em eleições supostamente fraudadas) e dividido entre diferentes etnias, tribos e áreas de influência de senhores da guerra.

Com o passar do tempo, viu-se um enfraquecimento da insurgência islâmica, que passou a preferir atentados a bomba do que confrontos diretos com as tropas de ocupação. Em uma vitória simbólica, em 2 de maio de 2011, forças especiais dos Estados Unidos conduziram uma operação na cidade paquistanesa de Abbottabad que culminou com a morte do terrorista Osama bin Laden.

Em 22 de junho de 2011, o Presidente americano Barack Obama anunciou que os Estados Unidos dariam início a uma retirada sistemática de soldados e equipamentos do país ainda em 2011.

Em dezembro de 2014, as potências ocidentais da OTAN oficialmente encerraram suas missões de combate no Afeganistão, assumindo uma postura de apoio ao governo afegão para combater os rebeldes islamitas.

Ainda assim, o país segue instável internamente, com frequentes atentados a bomba e insurgência frequente por parte dos talibãs.

Em maio de 2017, cerca de 13 000 militares estrangeiros (a maioria americanos) ainda estavam estacionados no Afeganistão, sem um prazo formal para se retirarem. Entre 2001 e 2015, cerca de 149 000 pessoas morreram no conflito no Afeganistão e na fronteira com o Paquistão.



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