COBERTURA ESPECIAL - Expansão Chinesa - Geopolítica

18 de Outubro, 2021 - 10:10 ( Brasília )

China surpreende EUA com teste de míssil hipersônico

Míssil hipersônico lançado pela China surpreende Estados Unidos, diz Financial Times

A China testou em agosto um míssil hipersônico com capacidade nuclear, um feito que pegou serviços de espionagem dos Estados Unidos de surpresa, publicou o Financial Times, citando cinco fontes não identificadas.

A reportagem publicada na noite de sábado afirma que os militares chineses lançaram um foguete carregando um veículo planador hipersônico que voou pelo espaço em órbita baixa, circulando o planeta antes de rumar para o alvo, que não foi atingido por uma questão de duas dezenas de quilômetros.

"O teste mostrou que a China fez progressos surpreendentes em armas hipersônicas e está muito mais avançada do que as autoridades norte-americanas acreditavam", afirmou a reportagem do FT, citando fontes da área de espionagem.

O Ministério da Defesa da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters feito neste domingo. Os Estados Unidos e a Rússia também estão desenvolvendo mísseis hipersônicos e no mês passado a Coreia do Norte disse que testou um recém-desenvolvido. Mísseis balísticos são disparados para o espaço, percorrendo trajetórias parabólicas nas quais voltam à superfície em velocidades mais altas.

Armas hipersônicas, por sua vez, são mais difíceis de enfrentarem defesa porque voam em direção a alvos em altitudes mais baixas e em velocidades mais de cinco vezes a do som, ou cerca de 6.200 quilômetros hora. Em um desfile militar em 2019, a China exibiu os avanços em seus armamentos, incluindo o míssil hipersônico, conhecido como DF-17.

Míssil hipersônico chines¹

A China demonstrou sua avançada capacidade espacial ao lançar um míssil hipersônico com capacidade nuclear à órbita Terra em agosto. As informações haviam sido mantidas em sigilo até o momento. O veículo planador hipersônico, que circulou o globo em órbita baixa, foi lançado por um foguete do tipo Long Marche, criado pela China.

Embora o míssil tenha errado o alvo almejado, em uma distância de 38 quilômetros, o teste demonstrou o avanço espacial chinês, surpreendendo a Inteligência dos Estados Unidos. Além dos EUA e da China, a Rússia também está competindo para desenvolver as armas hipersônicas.

Os mísseis, que voam em baixa altitude, chegam a passar cinco vezes a velocidade do som. São objetos difíceis de serem rastreados. As armas hipersônicas são lançadas ao espaço por um foguete, tal qual as naves usadas nas missões espaciais.

Diferentemente de mísseis balísticos, os hipersônicos são manobráveis e não segue trajetória fixa, o que torna o rastreamento mais complicado. A notícia do teste chinês vem durante uma crescente tensão entre China e Estados Unidos, como efeito do aumento da atividade militar chinesa próxima de Taiwan.

Outro motivo para preocupar as autoridades norte-americanas é a possibilidade do míssil sobrevoar o Pólo Sul. O sistema de mísseis dos EUA se concentra na rota polar do norte.


China condena passagem de navios de guerra dos EUA e Canadá pelo Estreito de Taiwan

Os militares da China condenaram neste domingo os Estados Unidos e o Canadá por enviarem navios de guerra pelo Estreito de Taiwan na semana passada, dizendo que suas ações prejudicaram seriamente a paz e a estabilidade.

As forças chinesas monitoraram os navios e "ficaram de prontidão" durante a passagem das embarcações, disse o Comando do Grupo Oriental do Exército de Libertação do Povo em comunicado.

Os militares dos EUA disseram que o destróier classe Arleigh Burke USS Dewey navegou pela estreita via navegável que separa Taiwan da China junto com a fragata canadense HMCS Winnipeg, na quinta e sexta-feiras.

A China afirma que Taiwan faz parte de próprio território e montou repetidas missões da força aérea na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan (ADIZ) no ano passado, causando revolta em Taipé.

A China enviou cerca de 150 aeronaves para a zona ao longo de um período de quatro dias, começando em 1º de outubro, em um novo aumento da tensão entre Pequim e Taipé.

"Os Estados Unidos e o Canadá se uniram para provocar e criar problemas ... pondo seriamente em risco a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan", segundo o documento. "Taiwan faz parte do território chinês."

¹com Yahoo News


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