FAB inicia Exercício Cooperación, realizado pela primeira vez no Brasil

Treinamento, que acontece entre 16 e 27/03, na Base Aérea de Campo Grande, reúne militares e meios das Forcas Armadas e de Forças Aéreas Americanas

De forma inédita, o Brasil sedia, entre os dias 16 e 27/03, um dos maiores exercícios multinacionais que reúne Forças Aéreas Americanas em um treinamento conjunto voltado à pronta resposta a desastres naturais: o Exercício Cooperación.

A cerimônia de abertura, realizada na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul, foi presidida pelo Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Alcides Teixeira Barbacovi, sendo recebido pelo Diretor do Exercício e Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho, com a presença de Oficiais-Generais das Forças Armadas e de Delegações de Nações Amigas que participam do treinamento. Após a solenidade, foi realizada uma apresentação aos integrantes do Exercício sobre orientações gerais e ritmo de batalha do cenário fictício.

O Cooperación XI reúne cerca de 14 delegações, entre países-membros do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), observadores e convidados, com o objetivo de aprimorar a coordenação de apoio mútuo, adestrar procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.

O Brasil é referência com relação a operações conjuntas e combinadas. Fazer o Exercício com as Forças Aéreas Americanas traz ao País uma maior expertise para que possamos rever o Comando e Controle e como fazê-los com outras Forças Aéreas, especialmente, em caso de desastres naturais. Temos um exemplo muito grande, na Taquari, em que países, aqui, da nossa América, vieram nos ajudar, e somos muito gratos a isso. Aqui, vamos fazer uma atividade de Comando e Controle, com operações reais e na carta, e vamos desenvolver novas doutrinas e manuais”, disse o Comandante de Operações Aeroespaciais.

Ao todo, participam do Exercício mais de 1.200 militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB), do efetivo de Unidades da FAB distribuídas por todo o País e das Forças Aéreas ou equivalentes da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Além disso, também são empregados cerca de 18 aeronaves das aviações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), Asas Rotativas e Transporte, a exemplo do KC-390 Millennium, C-105 Amazonas, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan, RQ-900 e helicópteros H-60 Black Hawk.

Durante as duas semanas de operação, em um cenário simulado, o esforço multinacional será submetido a situações complexas impostas pela Direção do Exercício (DIREX), com o objetivo de treinar processos decisórios em diferentes níveis, culminando na viabilização de missões de Combate a Incêndios em Voo, Busca e Salvamento e Evacuação Aeromédica (EVAM), em apoio às autoridades civis. O planejamento e a coordenação da execução do Exercício estão a cargo do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

A presença de cada país representado neste Exercício demonstra um princípio simples e poderoso: quando as Nações das Américas se unem em torno de valores compartilhados para enfrentar desafios comuns, o esforço de cada uma contribui para o sucesso de todos. Assim, o espírito de cooperação entre as Américas se fortalece, no qual as Américas agem pelas Américas. Aprendizado mútuo e intercâmbio profissional. Nos próximos dias, esta Base Aérea se transformará em um espaço de trabalho conjunto”, destacou o Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Newton.

SICOFAA

O SICOFAA foi criado em 1961 e idealizado pelo General Thomas Dresser White, então Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos e ex-adido de Defesa no Brasil. O sistema nasceu no contexto da Guerra Fria como parte da Aliança para o Progresso, com o propósito de fortalecer a amizade, a cooperação e o apoio mútuo entre as Forças Aéreas das Américas. Desde então, consolidou-se como uma organização apolítica, voluntária, respeitadora da soberania nacional e dedicada ao intercâmbio de experiências, doutrina, meios, treinamento e procedimentos que favoreçam operações integradas.

Atualmente, o Sistema reúne 23 Forças Aéreas ou instituições equivalentes, atuando com foco especial em interoperabilidade, padronização de procedimentos e cooperação em situações de emergência e resposta a desastres.

Fotos: Sargento Müller e Viegas / CECOMSAER
Vídeo: Sargento André Souza / CECOMSAER

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