COBERTURA ESPECIAL - Astros 2020 - Terrestre

01 de Agosto, 2022 - 15:00 ( Brasília )

ASTROS II - 41 Anos do Sistema de Artilharia de Foguetes Brasileiro AVIBRÁS ASTROS II 1981–2022

E seu descendente direto M124 HIMARS com sua eficiência contra as forças invasoras russas na Guerra da Ucrânia em Junho/Julho de 2022

41 ANOS DO SISTEMA DE ARTILHARIA DE FOGUETES BRASILEIRO
AVIBRÁS ASTROS II 1981 – 2022

 

 

No ano em que comemoramos o Centenário dos Blindados no Exército Brasileiro (1921 – 2021), é bom lembrar que também comemoramos os 40 Anos do Sistema de Artilharia de Foguetes por Saturação de Área ASTROS II, lembrando que em uma de suas entrevistas na Feira de Le Bourget de 2007, o Engenheiro João Verdi de Carvalho Leite (1935 - 2008), Diretor-Presidente e fundador da Avibrás, afirmou ao editor de DefesaNet. “O ASTROS ainda tem uma vida de mais de 50 anos”, e sem sombra de dúvida é o projeto de maior sucesso da era de ouro da Base Industrial de Defesa Brasileira.

Concebido em 1981 e desenvolvido nos dois anos seguintes, acabou por atender a uma demanda do Iraque, então em guerra contra o Irã, que necessitava de uma arma que conseguisse fazer frente e deter seus ataques maciços, foi desenvolvido pela AVIBRÁS AEROESPACIAL S/A o Sistema de Artilharia de Foguetes para Saturação de Área ASTROS II (Artillery Saturation Rocket System), com alcance entre 9 e 90 km de distância, com uma particularidade única até então, podia operar três calibres diferentes sobre a mesma plataforma, bastando apenas trocar os casulos de onde eram disparados os foguetes e cada um deles possuía um determinado alcance, variando apenas a quantidade, quantos maior o calibre, menor a quantidade a ser disparada por cada unidade lançadora.

Com os recursos financeiros injetados pelo já cliente Iraque, então um grande aliado do Ocidente, e com o apoio de satélites americanos que informavam às posições e deslocamento das forças Iranianas, este sistema funcionou de forma impecável, equilibrando a situação militar na região, numa guerra que iria se arrastar até 1988, num desgaste enorme para ambos os lados e sem um vencedor, com um alto preço em vidas e um grande consumo de equipamentos militares, onde seus fabricantes viram a grande oportunidade de testes reais.

A primeira versão foi montada sobre um caminhão MERCEDES-BENZ modelo L2013 6x2 de fabricação nacional, onde após sofrer algumas modificações e receber uma cabine blindada foi oficialmente apresentado em 1982 com a designação de ASTROS II T-O carinhosamente chamado de BRUCUTU pelo pessoal da Avibrás, em razão de sua estranha aparência e com a capacidade de operar três calibres diferentes de foguetes, SS-30, SS-40 e SS-60 já possuindo uma plataforma básica e toda uma família com os lançadores, os remuniciadores e a diretora de tiro
 
Após os primeiros testes, percebeu-se que era preciso um caminhão com tração 6x6, mais robusto em relação ao escolhido e a princípio cogitou-se em adquirir no próprio país, tanto que o escolhido foi uma versão mais robusta do caminhão Engesa, que poderia suportar a blindagem, mas devido a problemas existentes entre as duas empresas esta opção foi descartada e passou-se a importar da Alemanha um chassi MERCEDES BENZ civil, 6x6 que continua até hoje sendo o padrão para a produção do ASTROS II, recebendo reforços e outras pequenas modificações pela TECTRAN S/A, uma subsidiária da Avibrás, criada em 1982 para esta finalidade inicialmente, e recebendo a denominação de caminhão fora de estrada Tectran modelo VBT-2028.

Ver continuidade do trabalho do Pesquisador Expedito Basto no PDF abaixo






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