Ciência e Defesa unidas pela Soberania: Marinha e MCTI reforçam capacidade de pronta resposta dos Fuzileiros Navais

Agenda incluiu a integração a programas de fomento tecnológico e o fortalecimento da resposta a desastres ambientais

Por Primeiro-Tenente (RM2-T) Jéferson Cristiano

Com o propósito de alinhar a excelência científica à prontidão operacional dos Fuzileiros Navais, a Marinha do Brasil (MB) recebeu, na terça-feira (10), uma comitiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhada do Secretário Executivo da pasta, Luis Fernandes, e do Diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, Carlos Aragão, foram recebidos, na histórica Fortaleza de São José, pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Carlos Chagas Vianna Braga.

O encontro tratou do papel da tecnologia e da inovação no fortalecimento da soberania do País, na ampliação da capacidade dissuasória e na resposta a desastres ambientais. 

Na ocasião, foram debatidas formas de o MCTI apoiar o Programa Estratégico “Fuzileiros Navais da Defesa e Proteção do Litoral Brasileiro”, compostos de importantes projetos de alta tecnologia e inovação, com a base industrial de defesa (BID), todos voltados para a atuação no 7.500 Km do litoral, área altamente sensível, de vital importância para o desenvolvimento do País e que demanda igual proficiência na atuação no mar e em terra. Durante o encontro, constatou-se a aderência do programa a várias iniciativas do MCTI e do FINEP.

Sobre a importância dessa integração entre o poder militar e a pesquisa científica, a Ministra Luciana Santos ressaltou que:

Não existe soberania sem poder de dissuasão, sem uma defesa forte, sem ciência e tecnologia e sem inovação. A defesa é prioridade para o Brasil.

Destacou, ainda, que é imprescindível apoiar a defesa. 

Parece óbvio defender o Brasil, mas, às vezes, nós precisamos afirmar o óbvio. Falar de soberania é falar da defesa e ter orgulho do nosso País. Nós temos uma história de bravura, uma história de resistência, uma história que nos trouxe até aqui. Um dos maiores países do mundo, com essa dimensão continental, e isso só foi possível graças a uma história de gerações e gerações.

No âmbito do Programa Estratégico “Fuzileiros Navais da Defesa e Proteção do Litoral Brasileiro”, além dos projetos voltados à defesa contra ameaças tradicionais, destaca-se a Força de Pronta Resposta a Desastres Ambientais (FRIDA).

Desenvolvida com o apoio do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEM) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a iniciativa busca potencializar a capacidade de atuação dos Fuzileiros Navais em cenários de emergências climáticas e humanitárias, aproveitando e aprimorando a experiência já consolidada da tropa nessas operações.

Durante a reunião, foram debatidas estratégias para ampliar essa capacidade por meio da ciência e do fomento tecnológico. Em relação a esse projeto, em especial, foi constatada forte aderência ao Programa 12 – SOS Clima, da FINEP. 

A FRIDA não é apenas mais um projeto, mas uma realidade operante, já estando atuante e prestando socorro imediato às populações atingidas pelas fortes chuvas que assolaram o estado do Rio de Janeiro. A força emprega estrutura ágil, tecnologia de ponta e militares especializados para atuar rapidamente em cenários de crise climática, mitigando danos e salvando vidas.

O Almirante Carlos Chagas (Fuzileiro Naval) destacou a relevância da parceria com o MCTI. 

A Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais é, possivelmente, o nosso projeto mais importante na questão da resposta a desastres. Já assinamos um protocolo de intenções com o CEMADEN e com o BNDES. Eu tenho a convicção que já atuamos muito nessa área, mas poderemos fazer muito mais e muito melhor, se unirmos forças. Juntos podemos avançar para o bem e para a segurança da população brasileira”, concluiu.

Apresentação Cultural

Ao final das atividades, as autoridades assistiram a uma apresentação especial das Bandas Marcial e Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro, que contam com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

O repertório da apresentação incluiu músicas clássicas eruditas e populares, como o frevo, que foi executado em homenagem à Ministra, e contou com a participação do coral das crianças do programa Forças no Esporte (PROFESP).

O momento cultural celebrou a tradição naval e selou o clima de cooperação entre as instituições, que caminham juntas para fortalecer a soberania e a capacidade de resposta do Estado brasileiro.

Fonte: Agência Marinha de Notícias

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